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terça-feira, 12 de maio de 2020

FÁTIMA O QUE É: FONTE FÉ FESTA FENÓMENO SOCIAL-CULTURAL?

Em relação ao fenómeno de Fátima, a museologia trabalha nos campos da arquitetura, urbanismo; arte nos seus vários suportes; literatura, geografia, herança cultural, psicologia, sociologia, religião, conservação, divulgação e educação. Todas estas vertentes se relacionam com o museu, exposição, escola, cidadania, Portugal.

 
Abordagem sobre a instituição museu:

«A instituição distante, aristocrática, olimpiana (a), apropria-se dos objectos para fins taxonómicos (b). [… Contudo, tem.. .] dado lugar a uma entidade aberta sobre o meio […].»
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 (a)Olimpiana: Relativo ao Olimpo (monte sagrado onde vivem os deuses), o lugar onde começa por fixar-se o museu.

(b)Taxonomia = ramo da biologia e da botânica que descreve, identifica e classifica: animais e vegetais; ou a gramática que trata da classificação das palavras.
………………….

O museion podia não ser o único templo do Olimpo divino da Clássica Grécia mas era um local de inspiração do saber e da proteção a que recorriam guerreiros, funcionários, filósofos, proprietários e aristocratas. O museu ao estacionar nos Olimpos deixou, praticamente, de estar disponível para o povo comum que não tinha meios nem tempo para se deslocar a estes lugares.

 
A situação vai mudar com a Revolução Francesa, a partir da qual os museus são paulatinamente nacionalizados. E logicamente, considerados serviço público. As mudanças não se operam de um momento para o outro. Depois da Revolução, passa a haver outras interpretações da sociedade, outras formas de vida, de propriedade e de acesso à cultura.

 
«A revolução museológica do nosso tempo - que se manifesta pela aparição de museus comunitários, museus 'sans murs', ecomuseus, museus itinerantes (c) ou museus que exploram as possibilidades aparentemente infinitas da comunicação moderna - tem as suas raízes nesta nova tomada de consciência […].»
…………………

(c) Veja dois exemplos de museologia itinerante em SCHWENCK, Beatriz --» http://ridi.ibict.br/bitstream/123456789/742/1/schwenck2011.pdf e XAVIER, Denise Walter --» http://www.museologia-portugal.net/files/upload/mestrados/denise_walter_xavier.pdf ).

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O alargamento da noção de património ou de bem cultural como: “conjunto de testemunhos materiais e imateriais do homem e do seu meio” (cf. ICOM) leva-nos aos objetos materiais: de arquitetura, escultura, pintura, desenho, artefactos, espaços, instrumentos, monumentos, peças manufaturadas, fabricadas ; e peças naturais; sítios, territórios, tesouros, bem como aos itens imateriais e virtuais de: ciência, história, estória, mitos, lendas, conhecimentos; expressões verbais, gestuais e artísticas; folclore, identidades, memórias, mensagens, músicas, representações, saberes; saberes-fazeres …

 
Nestes pontos de vista, o fenómeno de Fátima e os bens culturais associados também são objeto da Nova Museologia.

Em relação à mensagem de Fátima, esta tem evoluído desde o conceito de “aparição”, nem sempre e nem por todos aceite, a começar pela incredulidade de certa sociedade civil e até religiosa, sobretudo da primeira década (1916-1926 - aparição do Anjo, primeiro, e de Nossa Senhora, depois), sendo que as perseguições das autoridades da I República, estão suficientemente documentadas.

 
Moisés do Espírito Santo e Fábio Bernardino vão ao Islamismo buscar as raízes do fenómeno de Fátima:

«[…] O Segredo procedia do Profeta que o transmitiu a Fátima e esta ao marido (Ali) |Ali vem de Al ou Alá significado de sublime, senhor, excelso| ou, então, veio do Profeta que o passou a Khadija [prematura], sua primeira esposa e confidente e ela passou-o a Fátima (…).


Fátima passou o Segredo a Ali que disse: “Eu sou Ali, o sinal do todo-poderoso. Eu sou o primeiro e o último. Eu sou o manifestado e o encoberto. Eu sou a face de Deus. Eu sou a mão de Deus. Eu sou o lado de Deus. Eu sou aquele que no Evangelho se chama Elias. Eu sou o que detém do Segredo do Enviado de Deus». (Cf. Bernardino, ob. cit. p.12).

O autor define assim o fatimismo como um movimento espiritual islâmico que privilegia o visionarismo, as revelações particulares e outras capacidades sobrenaturais nos crentes:


«O fatimismo (ismaelismo, chiismo) medieval é o universo do delírio visionário. Teofanias (aparição de entes divinos), ubiquidade e telepatia são o pão quotidiano dos iniciados». (Bernardino, ob. cit. p.7)

Para Moisés e Bernardino, «o segredo da Cova da Iria tem relação profunda com este tipo de mensagens secretas, originárias da referida facção islâmica. Para além da coincidência do nome da filha de Maomé com o da freguesia portuguesa do Concelho de Ourém, o próprio lugar “Cova da Iria” é assim denominado devido a anteriores visões que terão ocorrido ali. Aliás, a palavra Iria derivaria de riya, termo que significa ver-se num espelho». (cf. Bernardino, ob. cit.p.8)

 

Porém, hoje em dia, o fenómeno da “aparição” tem vido também a ser analisado sob o ponto de vista da “visão”: o Investigador da Ciência das religiões Paulo Mendes Pinto e o Jornalista Rui Duarte Silva da Revista Visão apresentam-nos em primeiro lugar a: «[…] redefinição de Fátima como objeto de teologia[…]» e recorrem ao contributo de Ratzingger / Papa Bento XVI afirmando que Ratzingger 


«Ao definir Fátima como uma “visão”, subalterniza teologicamente o que possa ter acontecido, tornando-o “particular”, mas abre ao infinito todas as possibilidades de interpretação, dando guarida às formas mais pessoais de viver a fé [… Deste modo] As aparições de Fátima enquadram-se no que genericamente se pode definir como uma «revelação privada».


E assim tira autoridade aos críticos positivos e negativos sobre a interpretação de Fátima. Sendo considerada uma questão de fé. Acredita quem quer e quem tem o benefício de ser dotado deste recurso religioso, místico e/ou psicológico.

Fátima pode, pois, ser tratada na imprensa, na escola, na museologia e na sociedade sem que qualquer um se possa considerar ofendido, desde que democraticamente expresse os seus pontos de vista.


A este respeito concluo com duas posições diferentes, mesmo dentro da própria hierarquia da Igreja:

- «Ultimamente tem havido alguma discussão sobre o que aconteceu em Fátima, se foram aparições, se foram visões. O bispo D. Carlos Azevedo, D. Januário Torgal ou o padre Anselmo Borges fizeram essa distinção, apontando para experiências, de certa forma, mais subjetivas. Para a Igreja, o que é que aconteceu afinal em Fátima?

- O que aconteceu em Fátima é muito simples. Nossa Senhora apareceu aos três pastorinhos. Foi isto que aconteceu. Vem dizer-se que foi uma invenção deles… não, não tinham como inventar uma coisa assim. Os pastorinhos viram Nossa Senhora, não a inventaram. Viram, ouviram Nossa Senhora, ficaram com as suas palavras, viveram-nas em profundidade e foram santos. […]».

A pergunta e resposta supra, fazem parte de uma grande entrevista de Marta F. Reis ao “Cardeal português há mais tempo no Vaticano” D. José Saraiva Martins, publicada no jornal “i”, do dia 11 de maio 2017, pp. 24 a 29. Contudo, a posição deste ilustre Cardeal, profundo investigador, professor universitário e representante da “Congregação para a Causa dos Santos” durante mais de dez anos no Vaticano, não representa toda a posição da Igreja Católica Romana no mundo, nem em Portugal.

Daí a abertura da própria Universidade Católica Portuguesa, Faculdade de Teologia, estar aberta a teses que apresentam uma visão diferente, até mesmo de influência cultural muçulmana, que terá marcado a sociedade e os próprios pastorinhos.

 
Palavras-chave: aparição, cultura, Fátima, fé, fenómeno social, museologia, turismo, religião, visão

 

Fontes:

--BERNARDINO, Fábio Manuel Carvalho – O Segredo de Fátima: Ensaio de hermenêutica teológica. Lisboa: Universidade Católica Portuguesa. Faculdade de Teologia. Mestrado integrado em teologia (1º grau canónico), 2013

--CATARINO, Manuel – Os anos do século de Fátima: 100 anos da História de Portugal. S.L.: Cofina Media Books, 2017

--FERREIRA, Ir. Gertrudes – “Centenário das aparições: Dimensão missionária da mensagem de Fátima”. Lisboa: Além-Mar, maio 2017, pp. 16-21

--GOMES, Maria de Fátima Figueiredo Faria - O Museu como vetor de inclusão cultural. Orientador: Prof. Doutor Marcelo Nascimento Bernardo da Cunha. Lisboa: ULHT Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias. Departamento de Museologia da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, 2010

--ICOM/ UNESCO et al – “Declaração de Santiago”, 1972

--ICOM/ UNESCO et al - “XV Conferência Geral do ICOM/UNESCO”, 1989

--REIS, Marta F; MARTINS, D. José Saraiva; jornal “i”, 11 maio 2017, pp. 24-29.

Em linha, acedidos em 11.05.2017 -

--ANCIÃES, Alfredo Ramos – “Fátima Aparições e/ou Visões nas Páginas da Nova Museologia” https://cumpriraterra.blogspot.com/2017/05/075-154-fatima-aparicoes-eou-visoes-nas.html

--MAYOR, Frederic; MOUTINHO, Mário. Lisboa: ULHT - Cadernos de Museologia, 1993. Também disponível em: http://www.museologia-portugal.net/files/upload/mestrados/maria_fatima_farias.pdf acedido em 10.5.2017 ).

--PINTO, Paulo Mendes; SILVA, Rui Duarte – “De `aparição` a `visão`: Ratzingger e a redefinição de Fátima como objecto de teologia” http://visao.sapo.pt/opiniao/bolsa-de-especialistas/2017-05-09-De-aparicao-a-visao-Ratzingger-e-a-redefinicao-de-Fatima-como-objecto-de-teologia

--SANTO, Moisés do Espírito - Os Mouros Fatimidas e as Aparições de Fátima. Lisboa: (Universidade Nova de Lisboa: Instituto de Sociologia e Etnologia das Religiões, 1995. Também disponível em:

terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

PARA UMA MUSEOGRAFIA DA ARTE E DO SOCIAL


 
Paramento: foto gentileza de Elvira Silva
 
 
Do passado, ao futuro, passando pelos presentes:
Bordados feitos pelos PRÓPRIOS IRMÃOS do sexo masculino. Como costuravam as suas próprias vestes, eram sapateiros, alfaiates, trabalhavam a terra, o metal, ministravam o ensino aos seus pupilos e aos alunos da sociedade civil, curavam e promoviam os enfermos, etc. etc. Hoje, já não têm tempo e, felizmente, também não têm necessidade de acorrer em tantas frentes.
A peça - paramento em anexo encontra-se exposta no Museu da Casa de Saúde de S. João de Deus do Telhal – Sintra.
Segundo tudo parece indicar é o primeiro Museu tão organizado e único no Mundo das Irmandades religiosas, especialmente dedicadas à saúde pública na vertente das doenças “psi” e outras, dos mais necessitados mas não só.
1-Apela-se à observação de peças fratrimoniais, não só de etnografia, arte, e ciência criadas e / ou promovidas pelas irmandades, bem como:
2-À ORGANIZAÇÃO SOCIAL e peças de ARTE AO AR LIVRE, entre COMUNIDADES, como a da Quinta do Mocho – Sacavém – Loures que será objeto de visita no curto prazo através da USMMA – Universidade Sénior de Massamá e Monte Abraão, se tudo correr bem e como esperado.
Uma ocasião a não perder, naquela que será a nossa quarta visita deste ano letivo 2019-2020 para conhecer um espaço para-museológico ao ar livre, em sítio que foi visto como improvável. Todavia vem sendo estudado por gentes e colaboradores de Universidades portuguesas e não só. O projeto para-museológico da Quinta do Mocho está contribuindo para a integração, felicidade e pacificação entre portugueses, oriundos de várias partes, especialmente das áreas da lusofonia.
Porque é de Paz e não de desconfianças que teremos de evoluir, apela-se à participação nesta visita, cujo dia será informado oportunamente.
Palavra-chave: arte, Casa de Saúde de S. João de Deus, fratrimoniologia, Quinta do Mocho, museografia, museologia, museu ao ar livre, Telhal - Sintra

segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

"CLASSIFICAÇÃO DECIMAL UNIVERSAL" UM MUNDO DE CONHECIMENTOS

(Uma Biblioteca da área de Oeiras / Lisboa que utiliza a CDU)
 
 
 
Uma “Classificação Decimal Universal – CDU”, sigla em português, filia-se no pensamento da época do enciclopedismo de Diderot e D`Alembert (França) na segunda metade do século XVIII.

Este será um primeiro momento inspirador.

Em segundo momento este trabalho de classificação é influenciando por intelectuais, filantropos e amigos do saber da Europa e América. Melvil Dewey (EUA) foi, aliás, o autor do primeiro esboço de um sistema decimal de documentação e informação, designado por “Dewey Decimal Classification”.

Um terceiro, e não menos importante, momento é produto do ambiente e mentalidades da Belle Époque com Paul Otlet e Henri La Fontaine.

Nesta altura já a documentação enciclopédica, jornalística e de revistas carecia de um sistema eficaz, mormente se pensado para servir um público alargado.

Este acúmulo de saber incluía a área dos museus que, com a Revolução Francesa, passam para o domínio dos bens culturais de interesse público. Por isso Paul Otlet e Henri La Fontaine sonham e dão curso aos seus projetos de realização de um “Palais Mondial (World Palace)”, renomeados numa segunda fase com a designação de “Mundaneum”, Organização esta, instalada em Bruxelas.

Diga-se de passagem que os seus hercúleos trabalhos vêm a ser incorporados, através da Liga das Nações, no Instituto Internacional de Cooperação Intelectual, um Órgão precursor da UNESCO, sedeado na ONU.

Segue-se um extrato da tabela de autoridade da CDU em português, editado pela Biblioteca Nacional, Lisboa, 1990, baseado por sua vez na Fédération International d`Information et de Documentation (FID).

O extrato apenas contempla uma seleção do que consideramos mais relevante, em termos didáticos e apenas dos índices 0 (zero) e 1 (um).

A edição completa em português encontrar-se disponível na Biblioteca Nacional de Portugal.  

“CDU – CLASSIFICAÇÃO DECIMAL UNIVERSAL”

Recolha de informação & apresentação por A. Anciães, Jan. 2020  

O / F. 1, 2ª ED. 90/Abr

«0                  GENERALIDADESD. CIÊNCIA E CONHECIMENTO. ORGANIZAÇÃO. INFORMAÇÃO. DOCUMENTAÇÃO. BIBLIOTECONOMIA. INSTITUIÇÕES. PUBLICAÇÕES
 
00                    PROLEGÓMENOS, FUNDAMENTOS DA CIÊNCIA E DA CULTURA
 
001                  CIÊNCIA E CONHECIMENTO EM GERAL. ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO INTELECTUAL
 
002                  DOCUMENTAÇÃO. DOCUMENTOS EM GERAL
 
003                  SISTEMAS DE ESCRITA E ESCRITAS. SIGNOS E SÍMBOLOS. CÓDIGOS. REPRESENTAÇÕES GRÁFICAS.
CDU / O / F. 2, 2ª ED. 90/Abr
01                           CIÊNCIA E TÉCNICA BIBLIOGRÁFICA
011                  BIBLIOGRAFIAS UNIVERSAIS E GERAIS
 
CDU / O / F. 3, 2ª ED. 90/Abr
015                  BIBLIOGRAFIAS SEGUNDO O LUGAR DE PUBLICAÇÃO DAS OBRAS. BIBLIOGRAFIAS NACIONAIS
017/019          CATÁLOGOS. INVENTÁRIOS DE COLECÇÕES
 
CDU / O / F. 4, 2ª ED. 90/Abr
022                  LOCAIS EINSTALAÇÃÕES MATERIAIS DA BIBLIOTECA
024                  RELAÇÕES DA BIBLIOTECA COM O PÚBLICO. REGULAMENTOS
CDU / O / F. 5, 2ª ED. 90/Abr
025                  ADMINISTRAÇÃO DE BIBLIOTECAS. DEPARTAMENTOS DIVERSOS DA ADMINISTRAÇÃO DA BIBLIOTECA, SERVIÇOS TÉCNICOS, MÉTODOS E ROTINAS
CDU / O / F. 10, 2ª ED. 90/Abr
069                  MUSEUS. COLECÇÕES. GALERIAS. EXPOSIÇÕES PERMANENTES. MUSEOGRAFIA. MUSEOLOGIA
069.538           Catálogos de museus
070                  JORNAIS. JORNALISMO. IMPRENSA
CDU / O / F. 11, 2ª ED. 90/Abr
070.09             MANUSCRITOS. OBRAS NOT´+AVEIS. OBRAS RARAS …
 
CDU / O / F. 12, 2ª ED. 90/Abr
093                  INCUNÁBULOS - OBRAS IMPRESSAS ANTES DE 1500, SUAS REPRODUÇÕES OU FAC-SIMILES
094                  OBRAS NOTÁVEIS PELA IMPRESSÃO
095                  OBRAS NOTÁVEIS PELA ENCADERNAÇÃO
096                  OBRAS NOTÁVEIS PELAS ILUSTRAÇÕES OU PELOS MATERIAIS EMPREGADOS
097                  EX-LIBRIS. MARCAS DE PROPRIEDADE OU DE ORIGEM
098                  OBRAS NOTÁVEIS PELA NATUREZA DO SEU CONTEÚDO

… / … /… /…

CDU / 1 / F. 1, 2ª ED. 90/Abr

1                      FILOSOFIA

1                      A/Z FILÓSOFOS
11                    METAFÍSICA. ONTOLOGIA. ESTÉTICA
133                  OCULTISMO
14                    SISTEMAS FILOSÓFICOS
16                    LÓGICA
162                  RACIOCÍNIO
164                  LÓGICA SIMBÓLICA. LÓGICA MATEMÁTICA
165                  TEORIA DO CONHECIMENTO. EPISTOMOLOGIA
165.9               História do conhecimento. Da mitologia ao conhecimento científico
167/168          METODOLOGIA
17                    ÉTICA. FILOSOFIA MORAL
171                  ÉTICA INDIVIDUAL
172                  ÉTICA SOCIAL
 
CDU / 1 / F. 2, 2ª ED. 90/Abr
173                  ÉTICA FAMILIAR
174                  ÉTICA PROFISSIONAL
176                  ÉTICA SEXUAL
177                  MORAL E RELAÇÕES SOCIAIS
178                  MORAL E TEMPERANÇA
179                  QUESTÕES DIVERSAS DE MORAL»

… / … /… /… / … /
 

OUTRAS REFERÊNCIAS DOCUMENTAIS:
--«The Universe of Information_livro rayward.pdf»
--https://drive.google.com/file/d/0Bzo6lpGYBx2TbkdkRlhPYlR1SmM/view
--http://www.aib.ulb.ac.be/otlet/icono.html
http://www.estadao.com.br/vidae/not_vid191257,0.htm
--Ducheyne, Steffen. Paul Otlet's Theory of Knowledge and Linguistic Objectivism, Knowledge Organization 32, 2005, pp. 110–116.
--Judge, Anthony Union of International Associations - Virtual Organization. Paul Otlet's 100-year Hypertext Conundrum?
--Lelis García, Hilda; Mireles Cárdenas, Celia. Aportaciones de Paul Otlet a la bibliotecología actual
--Rayward, W. Boyd. The Case of Paul Otlet, Pioneer of Information Science, Internationalist, Visionary.
--Rayward, W. Boyd. Otlet, Paul. International Organization and Dissemination of Knowledge: Selected Essays. (FID 684). Amsterdam: Elsevier, 1990.
--Wright, Alex. Forgotten Forefather, Boxes & Arrows, Nov. 10, 2003.
--Zurita Sánchez, Juan Manuel. El paradigma otletiano como base de un modelo para la organización y difusión del conocimiento científico. México, El Autor, 2001. Tesina, Colegio de Bibliotecología, Facultad de Filosofía y Letras, UNAM.
E ainda:
--https://pt.wikipedia.org/wiki/Paul_Otlet; https://pt.wikipedia.org/wiki/Henri_La_Fontaine
-- https://pt.wikipedia.org/wiki/Positivismo
--http://blog.crb6.org.br/artigos-materias-e-entrevistas/voce-conhece-a-historia-de-melvil-dewey/
--https://www.loc.gov/aba/dewey/about-dewey.html
--https://cumpriraterra.blogspot.com/2020/01/gigantes-da-documentacao-e-informacao.html
--http://www.udcc.org/
--https://pt.wikipedia.org/wiki/Enciclopedistas

sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

GIGANTES DA DOCUMENTAÇÃO E INFORMAÇÃO DE ONTEM DEIXAM ORGANIZAÇÃO E ESPÓLIO INDISPENSÁVEL PARA HOJE

Duas Bibliotecas que utilizam a CDU - Classificação Decimal Universal:
1-Biblioteca Nacional de Portugal
2-Biblioteca da Universidade Atlântica / Complexo da Fábrica da Pólvora / Museu

 
 
Paul Otlet (Bruxelas, 1868 – Bruxelas, 1944) não é só o Homem que «queria classificar o Mundo». Foi um dos poucos Homens que conseguiu esse sonho e realidade de classificar todo o género de saber na CDU – Classificação Decimal Universal, hoje patente na organização da documentação de cerca de 70% das grandes e médias bibliotecas públicas e universitárias de todo o mundo.

Para lá deste sistema de organização e classificação, o que existe hoje de Internet e redes sociais deve-se, em grande parte, à inspiração e saber deste Senhor; bem como ao seu consócio Henri La Fontaine (1854, Bruxelas – 1943 Bruxelas; prémio Nobel da Paz, em 1913) e a Melvil Dewey Dewey (Adams Center, 1851 – Lake Placid, Nova Iorque – 1931), que aliás deu início ao sistema de Classificação Decimal de Dewey (seu nome).

Ainda hoje se utiliza o sistema de Dewey, mas sem a grande projeção internacional da CDU. Portanto, uma obra gigantesca se herdou destes Homens. É preciso reconhecê-lo.

O que se perdeu (com a incúria das guerras, 1ª e 2ª mundiais e com outras irresponsabilidades e devaneios de lideres, sobretudo de quem não valoriza ou não quer a paz), foi a maioria do espólio documental, museológico e arquivístico, bem como a cidade da informação e cultura projetadas e levadas relativamente a efeito, na Europa (Bélgica).

O legado destes Homens é gigantesco mas nunca devemos desprezar a segurança, a cultura da paz e o desenvolvimento para todos, sem o qual os perigos podem retornar a qualquer hora.
 
Palavras-chave: biblioteconomia, documentação, informação, museologia

Cf. Ainda:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Paul_Otlet; https://pt.wikipedia.org/wiki/Henri_La_Fontaine ; http://blog.crb6.org.br/artigos-materias-e-entrevistas/voce-conhece-a-historia-de-melvil-dewey/ ; https://www.loc.gov/aba/dewey/about-dewey.html