sábado, 21 de março de 2020

Da arte urbana ao ar livre - à expressão impressa: diferenças e analogias da história do humor na Península Ibérica

       A arte pública urbana pode resultar de um trabalho pago ou em regime de gracioso voluntariado;

Pode ser uma arte encomendada pelos poderes públicos, ou executada de forma clandestina.

Quando autorizada, a arte pública em graffiti apresenta, geralmente, grandes dimensões.
 
Faz parte de projetos de informação, educação e/ou decoração de superfícies urbanas.
Esta tela ao ar livre na Quinta do Mocho - Sacavém, concelho de Loures evoca D. Quixote de la Mancha e Sancho Pança.

D. Quixote é-nos apresentado como um alter-ego de Miguel de Cervantes; enquanto Sancho Pança representa um “camponês, labrego”.

Isto em primeiras leituras, porque:

- no decurso do romance, Sancho Pança é conduzido a uma Ilha chamada Barataria onde se torna sábio e governador.
(Mapa de Espanha. Destaque da região da Mancha a encarnado. Gentileza da imagem in https://pt.wikipedia.org/wiki/Mancha_(Espanha) 

Sancho Pança caracteriza a massa popular de Castela – la Mancha.
A imagem executada por Slap (foto AA 09.07.2019) permite estabelecer uma certa analogia com o estereótipo do “Zé Povinho” português, realizado pelo ceramista / artista plástico, desenhador e jornalista - Rafael Bordalo Pinheiro que edita, em 1875, e pela primeira vez, a figura no jornal “A Lanterna Mágica”.

Daí em diante a representação do povo português, em relação a outros estratos sociais é uma realidade, presente na arte e na imprensa humorística. 

Imagens de Rafael Bordalo Pinheiro (gentileza in pt.wikipedia.org; wikimedia.org) expressam diferentes situações de humor, só possíveis com a mudança dos tempos, após a Revolução Liberal.
Palavras-chave: arte urbana ao ar livre, graffiti, história, humor, Imprensa, Península Ibérica,  Quinta do Mocho, Zé Povinho

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