terça-feira, 13 de outubro de 2015

54. ... E CRIOU-SE UM HINO NO MAR ALTO


Tinha na minha mentalidade que, se não me apresentasse para o  serviço militar era como um ato de traição à Pátria e uma injustiça para com os meus concidadãos. Os meus pais haviam-me comunicado que a GNR perguntara por mim após a falta à chamada nas inspeções realizadas na sede do concelho. O edital nos lugares habituais não deixava dúvidas. Todos os mancebos na minha idade eram chamados.

Encontrando-me no departamento noventa e um, próximo de Paris, a tal distância de casa, na posse de todos os documentos para residir e trabalhar em França, ninguém me obrigaria a regressar à minha Terra. Mas o sentimento patriótico, um certo fascínio para conhecer “outras terras, outras gentes e outras leis”, como quem diz, outros costumes (1) não me permitiram ficar instalado, nem sequer pelo medo de uma mobilização, quase certa, para as terras do ultramar.

Decidi, pois, apresentar-me para ser submetido à inspeção. Já o deveria ter feito na altura regulamentar, na primeira metade do ano de 1970, no entanto adiei para o tempo frio. Sempre eram uns dias em que evitava trabalhar durante as intempéries de dezembro/janeiro. O Natal e a família, também exerceram influência, para que me apresentasse na época festiva no Regimento de Infantaria nº 14 de Viseu.

Depois de realizada a inspeção e como não sabia quando me iriam chamar para iniciar a recruta, resolvi voltar a França. Findas as festas de Natal/Ano Novo, a viagem de retorno a Paris foi, para mim, sem problemas de maior. Porém, o meu colega de viagem – o saudoso, amigo e vizinho - António Proença também foi abordado pela PIDE (Polícia de Investigação e Defesa do Estado) entre Vila Franca das Naves e Vilar Formoso. Disseram ao António que o passaporte ficava com eles. Era preciso um documento especial do Distrito de Recrutamento ou um carimbo de intenção de regresso a França que no passaporte do António não constava. Informaram-no que ao chegar a Vilar Formoso teria de sair do comboio com as malas e apresentar-se no posto da polícia da gare, o que não fez. Ambos decidimos prosseguir viagem e elaborámos uma estratégia para conseguirmos chegar ao destino (2), mesmo com a falta dos ditos documentos.

De novo em França recomecei a trabalhar, até que fui chamado para comparecer no RI14 (Regimento de Infantaria nº 14). Regressei em abril, tendo sido incorporado em 3 de Maio de 1971.

Na página 5 do passaporte, lado direito, consta um carimbo da embaixada de Paris onde pode ler-se “Le titulaire de ce passeport a l`intention de renter en France oú il a son domicile” e na página 9, lado direito, são visíveis dois carimbos da PIDE

Em 6 de Julho de 1971, já aprovado na recruta, apresentei-me no Batalhão de Caçadores nº 10, em Chaves, para frequentar a especialidade que decorreu entre esta data e setembro.

Uma viagem de fim-de-semana

O dia principal das festas na minha aldeia, em honra do Divino Senhor dos Passos, é no primeiro domingo de setembro. Acontece que nessa data, e visto estarmos próximos do fim da especialidade, os militares da minha região resolveram não requerer licença para passar esse fim-de-semana na Terra, visto que as viagens eram caras. Como eu não quis faltar à festa viajei sozinho, de Chaves às Terras do Demo e de Magriço, uma quantidade enorme de quilómetros, onde os transportes públicos eram escassos e era preciso mudar várias vezes.

Saí do quartel na tarde de sexta-feira, depois de obtida autorização. Até à Régua apanhei transporte público, onde cheguei já de noite. Tomei uma boleia para Lamego onde havia as festas de Nossa Senhora dos Remédios mas não me detive na folia. Prossigo o caminho a pé. Faltavam ainda quase 70 km. Ao pedido de boleia parou uma camioneta carregada de peles de animais. A cabina ia cheia e a carga era alta.

-Vai para Moimenta da Beira, pode dar-me uma boleia?

-Só se quiser ir em cima da carga, como vê aqui na cabina já não há mais lugar e olhe que não chegamos mesmo a Moimenta, ficamos ali pela Granjinha!

-Aproveito, sim, e agradeço.

Subo para a carga. O cheiro a defunto das peles ainda em curtimento era quase irrespirável. Apeteceu-me desistir mas digo para mim – tens de aguentar; faz de conta que já andas na guerra e tens de estar preparado para tudo.

Com a aceleração do veículo a situação tornou-se um pouco menos incómoda. Até que chegámos ao destino, para onde se dirigia a camioneta, a farda cheia de pelos e gorduras. Contudo deu para avançar cerca de 20 km. Daí para Moimenta prossegui a pé, noite fora.

Pelo caminho magicava coisas, entre as quais, se não apanhasse mais boleias, alugava um táxi em Moimenta. Os 25 km que restavam já ficavam relativamente em conta, embora na tropa, o dinheiro do ordenado (chamado pré) de um mês inteiro, auferido entre a recruta e a especialidade, não chegasse para comprar uma simples sandes.

Já passava da meia-noite e não havia vivalma levantada na vila. Não tive outra solução senão prosseguir a pé. Chego perto do Alto de São Francisco, a cerca de 20 km de casa e sinto um carro. Fiz sinal de pedido de boleia. O carro parou.

       -Sou da Beselga, se for para os lados de Penedono ou Sernancelhe, agradecia uma boleia.

-Olha! É o filho do senhor Afonso?

-Sou, sim senhor.

-Eu sou o Joaquim Patrício (3) e acho que já nos conhecemos de outros tempos.

-Pois já. Recordo-me perfeitamente. Estou aqui de novo, após cerca de três anos. Vim para o serviço militar. Saí esta tarde de Chaves para ir à festa da Beselga.

 A conversa decorreu meio em código porque viajavam outras pessoas na viatura e não podíamos revelar a relação de passador e passageiro, a salto, no pretérito mês de janeiro de 1968.

 Em 5 de Outubro de 1971 saímos de Chaves, rumo ao cais de Alcântara. Chegámos no dia 6. A viagem parecia estar azarada. Um comboio que seguia à frente teve um ligeiro descarrilamento e a viagem atrasou. Entre Chaves e a Régua, o comboio com um batalhão e bagagens, de tão pesado teve de ser nutrido com sobredoses de carvão. Porém, as fagulhas acesas saiam pela chaminé, provocando acendimentos pelo caminho. Nessa altura, há 44 anos, as vindimas faziam-se um pouco mais tarde e como em certos sítios o comboio parecia parar, dava lugar a que camaradas nossos saíssem do comboio em andamento para cortar uns cachos, voltando novamente a subir. Até que chegámos à Régua. Mudámos de comboio, rumo ao Porto, já com máquina a Diesel. Na Estação de São Bento, novo comboio, agora em linha eletrificada, porém, a passagem ainda na velha ponte de D. Maria Pia, foi feita a velocidade mínima, pouco mais que a passo.

Em Lisboa

Chegámos na madrugada do dia 6.10.1971 a Santa Apolónia e ao cais de Alcântara. Deram-nos o pequeno-almoço, ali mesmo, no próprio cais. Algo confusos com a situação inusitada; alguns militares parece que nunca tinham vindo a Lisboa, nem visto Tejo e mar. O movimento do cais com o Niassa a aguardar, a tripulação a organizar e ultimar movimentações; familiares, amigos e mirones geravam um ambiente menos propício à descompressão que tanto necessitávamos. Enfim o Adeus, cerca do meio-dia de 6.10.1971

Tanta emoção, ali à beira de onde Lisboa e Portugal ficam, tradicionalmente, a “ver navios” partir para Terras longínquas!

O Paquete Niassa

Frequentemente designado por Paquete, este navio fazia jus à descrição. Associado essencialmente ao transporte de mercadorias em pacotes, daí a designação  Paquete, do inglês packt, transportador de pacotes, malas de correio e contentores, mais do que passageiros.

 Destinado a grandes viagens entre os territórios do então Império português, sob a gestão e propriedade da Companhia Nacional de Navegação, o Paquete com mais de 151m de comprimento acabou por ser posto ao serviço do Estado Português, transportando maioritariamente soldados, instalados em camaratas improvisadas.

Finda a guerra, consta que o Niassa ainda sobreviveu à extinção do Império territorial por mais cinco anos, tendo sido vendido para Bilbau, no País Basco, em 1979, para ser desmantelado. 

Embarcámos mais de um milhar de pessoas, entre tripulação e militares. A Companhia C.Caç.3465 a que eu pertencia viajou no porão da proa, em condições que fazia lembrar o transporte de escravos. As camas em tipo camarata com umas espumas rotas e incompletas a fazer de colchões, onde se desenvolviam micro-organismos.

Não sendo suficiente martírio, a 11 de Outubro o navio incendiou nos porões da frente. Íamos com destino à primeira escala que seria em Luanda mas foi preciso desviar, do alto mar, para a Guiné. A tripulação esforçou-se para extinguir o fogo que laborava, entre carros de guerra e outros bens. Foi dito na altura que teria sido provocado por ato de sabotagem de bomba-relógio por parte de oposicionistas ao regime de Salazar/Caetano, também designado Estado Novo. Contudo parece que a suspeição nunca se confirmou. Passámos a noite inteira no exterior, com os coletes de salvação colocados, obedecendo a ordens: “atenção, sete passos à lateral direita; cinco passos à lateral esquerda, etc.” para ver se equilibrávamos o barco. Mas as vagas e a água introduzida com mangueiras faziam o Niassa inclinar-se. Assim passámos a noite de vigia e contrapeso para o lado contrário ao da inclinação.


Bissau

O pequeno-almoço ocorreu no porto de Bissau, depois da noite tenebrosa. Estávamos todos em estado de alerta para o que pudesse acontecer. Quando o navio atracou, lançou as âncoras, que deslizaram através de grossas correntes de aço. Ouviu-se um grave barulho. O barco está a desfazer-se e a afundar – pensámos! Os militares saltavam por cima dos bancos e das mesas. Viam-se pães e canecas pelo ar. Mas afinal não era nada de anormal. O que estava era toda a gente de sobreaviso, pensando no pior, devido à noite em alvoroço.

O pessoal acalmou-se com a informação dos tripulantes, de que não havia perigo de segurança.

-Calma são só as âncoras a ser lançadas. O barulho é das correntes a deslizarem.

Tomado, ou desfeito, o pequeno-almoço, fomos conduzidos para camiões em direção ao quartel de Bissau, enquanto o navio era limpo e inspecionado. No trajeto, um dos camiões bate noutro, mas penso que não houve feridos. A viagem prosseguiu. Chegados ao quartel, não havia camas. A maioria dos militares ficou instalada nos corredores, sobre o cimento, conforme o incêndio nos havia surpreendido: Em chinelos, em calções, sem calças ou sem camisas, sendo que muitas das malas pessoais ficaram inutilizadas pelos jatos de água que os tripulantes-bombeiros injetaram para dentro dos porões.

De noite ouviram-se explosões um tanto abafadas pela lonjura. Soldados locais disseram-nos que eram ataques a aquartelamentos. Sensação estranha, por ser a primeira, ainda a milhares de milhas e de quilómetros do nosso destino.

Da ameaça de tragédia ao nascimento de um hino que ainda nos arrepia

Não sei quantas Companhias militares terão um hino mas não serão muitas. A avaliar pelas pesquisas que fizemos na net, é quase seguro, que a Companhia C.Cac.3465 foi a que realizou um hino mais precoce, sem por isso significar, em minha opinião, falta de qualidade na expressão musical e no sentimento genuíno. O hino nasceu da natural e dura experiência em alto mar.

(refrão)

À beira da morte

No meio do mar

Sozinhos, sem ninguém

Para nos poder salvar


Lá vem o velho Niassa

Navegando lentamente

Entre espuma densa e branca

Deste mar acidentado e revoltado

Que nos atormenta  

(refrão bis)

À beira da morte

No meio do mar

Sozinhos, sem ninguém

Para nos poder salvar

Ena que grande alarido

Faz a malta revoltada

O alarme já foi dado

O Niassa anda a arder e faz sofrer

Tanto soldado


(refrão bis)

À beira da morte

No meio do mar

Sem nada nem ninguém

Para nos poder salvar

 A música do hino é de Maria Ostiz na versão galega de “N`aveiriña do Mar” (4) então em voga em Espanha e muito bem adaptada pelo 1º Cabo Mecânico - Aurélio Figueiredo Marcelino que foi o autor da letra. Marcelino juntou-lhe ainda os melódicos acordes saídos do seu instrumento de cordas que tantas vezes nos animou. A memória musical de Marcelino e a reinterpretação melódica de Maria Ostiz parece ter sido uma providência para aquele momento.

O coletivo da C.Caç.3465 depressa decorou e adotou música e letra, o que permitiu que o hino se tornasse em ex-libris para os momentos de festa, saudade e convívio.

 O lema e o crachá da Companhia

A ideia do lema da nossa Companhia “Doa a Quem Doer” também nasceu em viagem no Niassa. Uma vez mais o Cabo Marcelino, ao saber pelo Comandante da Companhia Jaime Marreiros que íamos para uma localidade chamada Doa, depressa associou Doa a:

- Vamos para Doa meu Capitão? Então vamos «Doa a Quem Doer»”.

 Estava decifrado o lema que se reverteria mais tarde em crachá da Companhia acrescentando-lhe um modelo estilizado das máquinas de comboio a vapor. Máquinas, essas, que a Companhia defendeu de sabotagens, o mais que pode, durante toda a comissão. Justo é referir que até à composição final do design e fabrico dos crachás, entraram outras colaborações, de que até ao momento ainda não temos todos os nomes.

 Crachá/logótipo da Companhia C.Caç.3465, onde prestei serviço cerca de 26 meses, em zona de mato, no Norte de Moçambique, distrito de Tete 

Luanda

Em grupos fruímos o tempo que nos restava em ambiente urbano. Nessa tarde/noite explorámos o mais possível, bairros e bares. A maioria deslocou-se para as zonas do mulherio. Pareciam os últimos momentos em paz e ambiente urbano. Havia que aproveitar.

Em breve deixámos o cais de Luanda, depois da escala onde houve descarga de bens, alguns inúteis, depois do fogo a bordo (5).

Lourenço Marques

Tal como em Luanda, foi permitida a saída do Niassa. O pessoal dirigiu-se maioritariamente para os bairros e bares de diversão. Mais uma vez se aproveitou para fruir o mais possível.

A entrada para o recolher na embarcação foi marcada para antes da meia-noite. Contudo sabemos de uma situação em que estando próximo do termo da hora estipulada, faltava um militar, o que obrigou outros a percorrerem um bairro inteiro, procurando e chamando pelo militar em falta. Até que subitamente o camarada sai de uma casota. Foi difícil conter a fúria de alguns soldados quando souberam que o atraso foi apenas motivado por mais um pouco de prazer dando largas ao Eros. Houve alguma contenção no grupo, quando o prevaricador se dispôs a pagar as viagens de táxi, do bairro até ao porto, para todos os elementos envolvidos na procura.

Constatou-se ali mesmo, o valor da camaradagem e da responsabilidade. Todavia houve um grande susto. Chegou-se a pensar que o inimigo atuava na cidade e fizera desaparecer o colega fardado.

 Da Beira a Doa

Reembarque no dia seguinte para a Beira, onde já não houve tempo para conhecer a cidade. Segue-se a viagem de comboio. Novamente o transporte a vapor, da Beira até Doa, já no distrito de Tete, um dos locais mais quentes de África. O ar parecia rarear e sufocar. A fuligem do carvão expelido pela máquina a vapor completava o cenário, entre uma paisagem de terra barrenta, onde se levantavam, aqui e ali, pirâmides de formigueiros de tonalidade ocre que mais pareciam ser obra humana, dos deuses ou do Criador.

 Consta na minha caderneta militar que passámos a contar com 100% de aumento de tempo de serviço em 5.11.1971, altura em que chegámos à zona crítica de operação, após um mês de viagem.

O ano da capicua

Faz agora, em 2015, 44 anos, uma capicua, contada desde a mobilização e embarque em 1971 e que representa um dever cumprido para todos os camaradas vivos, bem como para os que, segundo a lei da vida e da esperança, já se encontram na proteção do Altíssimo.

Temos hoje a perceção de que o Império se extinguiu; lançaram-se, porém, as sementes para as novas Pátrias lusófonas no respeito e na amizade entre Portugal e as novas Nações.

Agradecimentos: Aos 1ºs Cabos: Marcelino, Nóbrega, Pires, Ribeiro  e Teixeira pela ajuda na recordação de episódios.

Notas:

(1)Penso que os dois seguintes pensamentos de Camões refletem muito o pensar português até ao 25 de Abril de 1974.

”[…] Que pelo mundo todo faça espanto

De exércitos e feitos singulares,

De África as terras e do Oriente os mares”.

(Camões, Os Lusíadas, Canto I, estrofe 15, versículos 6-8)

                               &

Fortíssimos consócios, eu desejo,

Há muito já, de andar terras estranhas,

Por ver mais águas que as do Douro e Tejo,

Várias gentes e leis e várias manhas.

Agora que aparelho certo vejo,

Pois que do mundo as cousas são tamanhas […]”.

(Camões, ob. cit. Canto VI, estrofe 54, versículos 1-6


(3)O nome é fictício. Trata-se do primeiro passador que me levou para França em janeiro de 1968, sendo na altura, menor de idade. E ser Passador de gente, mormente em prévia idade, era muito grave. Implicava responder judicialmente, ficar com o registo criminal manchado e, possivelmente, anos de cadeia. Havia portanto que ser cauteloso na abordagem de nomes e nas conversas acerca das chamadas "passagens a salto".

(4) Veja música de OSTIZ, Maria in https://www.youtube.com/watch?v=SOMXpoX45hA

(5)Quanto aos camaradas que tiveram a infelicidade de ficar sem os pertences pessoais, verificou-se a máxima militar de desenrasque e solidariedade, recorrendo a roupas e materiais emprestados pelos colegas e sobrevivendo com menos do que seria normal. Só passados vários meses é que a situação ficou totalmente reposta no que se refere à distribuição de fardamentos desaparecidos ou inutilizados no desastre do Niassa.

Tags: Amizade, Camaradagem, C.Caç.3465, Minhas memórias, Moçambique, Pátrias da Lingua Lusa, Museologia social, Paquete Niassa, Viagens

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Fontes:

-GALVÃO, Henrique - Outras Terras, Outras Gentes”, obra em 2 volumes. Porto: Livraria Castro e Silva, ca. 1942/1947

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2 comentários:

  1. Bela história e apesar de tudo bons tempos, que eu também recordo com saudade (estive em Cabo Verde e na Guiné-Bissau).

    Um abraço amigo

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  2. Caro Jorge,

    Há que destacar a parte positiva de todas as coisas, mesmo nas guerras há aprendizagens e amizades.

    Abraço

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