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segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Dos Símbolos e das Artes em Liberdade


 Ao passar, passear, caminhar e expor o que importa é o propósito

001 Revestido do sentimento e da Bandeira Nacional. Eu próprio em Doa, Distrito de Tete, Moçambique

002. Imagem em dia de folga num aquartelamento provisório do mesmo distrito de Tete, onde exponho o sentimento de liberdade, reforçado com a legenda da camisola «Freedom». Já lá vão alguns anos, altura em que pensava e ainda penso ter cumprido, pelo lado militar, o dever para com a Nação, a Portugalidade e a Amizade entre os Povos da Lusofonia. Sabendo que nos últimos 20 anos do Império, os Territórios de Além Mar, apesar da Guerra, se desenvolveram mais do que em 100 anos precedentes e sem a extração desenfreada de recursos; foi / é para mim muito reconfortante ter participado nesse processo.

&

Quando passamos sobre uma imagem, não queremos dizer que a desrespeitamos. Já o pisá-la deliberadamente, aproveitando as câmaras e os holofotes é uma atitude bem diferente.

Ao tomarmos uma hóstia consagrada que representa o Corpo e o Sangue de Cristo, não estamos a desrespeitar Esse Corpo, nem a sugerir a ideia de canibalismo.

Assim, também, o episódio de um Hotel do Porto que queria ilustrar o chão com uma carpete estampada com a Bandeira Nacional, não teria a intenção de instigar / pisar malévola e deliberadamente o símbolo nacional por excelência. Aceitam-se, contudo, opiniões dos que pensam o contrário e de que o símbolo não deve ser plasmado, nem exposto no solo, especialmente se tratando de um espaço gerido por uma organização de tipo comercial.

003 Antiga Bandeira de Portugal, ainda exposta e apreciada no Território de Ceuta, em África

 Não curam as pessoas extrapolarem ou deduzirem intenções limitando a liberdade de divulgar. Quando passeamos sobre o chão fronteiro ao Monumento das Descobertas em Belém – Lisboa, não quer dizer que estamos a desrespeitar os símbolos e a informação existente no solo, sobre Portugal e o Mundo. Ao irmos para Belém passear, significará: admiração e apreço pelo local, pela arte e pela História, e não uma intenção de espezinhar. Os nossos símbolos, ainda que projectados no solo, também são cultura. Não me chocaria, por exemplo, ver a Bandeira Nacional na arte das calçadas portuguesas.

004 Bandeira de Portugal 1826-1910

Ao passearmos por cima das flores-de-lis - símbolos sagrados e até sugestivos dos valores nacionais de alguns países europeus, não quer dizer que desrespeitamos esses símbolos.

 

005 Flor-de-Lis no chão, frente ao Shopping Center de Massamá – Sintra

Nos gestos e nos propósitos, está a diferença. Não posso condenar, à partida, a divulgação e a exposição destes símbolos, a menos que queira dar argumentos a ditaduras, as quais fiscalizam, por tudo e por nada, a nossa conduta; quiçá quase sempre para nos tirarem a liberdade de ser e de viver.

006 Bandeira Nacional no edifício da Câmara Municipal de Lisboa

Há dias encontrei, ao pé dos contentores do lixo, uma imagem de Cristo e um livro com a Bandeira Nacional. Que interpretação deveria fazer da pessoa que depositou ali estes objectos? Nenhuma; simplesmente, porque não sei quais as razões e os sentimentos que estiveram na base da deposição ou exclusão. Nem devo questionar as atitudes que teriam os funcionários da limpeza. A liberdade é coisa muito bela e deve ser exercida com o sentido da responsabilidade e, para isso, é preciso apostar ainda mais na educação.

007 Núcleo central da Bandeira Nacional

Gosto da palavra símbolo, bem como dos seus significados em termos: artísticos, filosóficos e históricos. Vem isto ainda a propósito da questão da troca de bandeiras nos paços do concelho, aquando da efeméride dos 100 Anos da República, bem como do episódio da subtração de uma bandeira municipal, pelos monárquicos. Retirarem a Bandeira do Município que é tão simbólica, desde os corvos que acompanharam os restos mortais de São Vicente nos alvores da nacionalidade, não terá sido curial. Terá havido uma atitude deliberada, quiçá de “política” subterrânea, de fazer desaparecer a dita bandeira. Em democracia as “armas” para fazer adeptos devem respeitar as regras.


 008 Bandeira de Lisboa
      Por outro lado, experimentando a ideia de colocar-me no papel dos que praticaram a ação, tudo parece indicar que seria para questionar a legitimidade moral da retirada de outra Bandeira, a conotada com a Monarquia, na versão anterior a 1910, dos Paços do Concelho, por parte dos Republicanos. Com a subtração, os adeptos do Regime Monárquico pensariam ter exercido um acto de justiça por mãos próprias, dispensando os Tribunais.

A atitude positiva e respeitosa para com a arte e os símbolos é tudo; estejam a arte e os símbolos: no solo, nos veículos, nas casas, nas paredes, nos armários, ou simplesmente inacessíveis e velados em redomas de depósitos, de arquivos e museus tradicionais.

Liberdades com responsabilidades serão os melhores bens imateriais culturais. Ajudarão a criar as frátrias, herdeiras das pátrias esgotadas, onde as obras de arte, a produção, os símbolos e os valores serão integrantes de uma nova comunicação e uma outra redistribuição.

 Imagens 001, 002, 005, 006 Arquivo Pessoal; 003, 004, 007, 008 gentileza pt.wikipédia et al

 Palavras-chave: arte, bem cultural, expressão, fratrimónio, história, liberdade, símbolo


sexta-feira, 27 de abril de 2018

LINDA-A-PASTORA - TERRAS DO JAMOR - UMA VISITA DE REFERÊNCIA


   

Nesta apresentação vamos passar em revista alguns aspectos que apenas foram levemente (ou não foram)  abordados durante a visita.

Quanto às heranças culturais tratámos:

1)da CONFHIC: Organização religiosa de direito pontifício / católico, denominada extensivamente por: Congregação das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição.

2)da sua fundadora, Madre Maria Clara do Menino Jesus, nascida na Amadora, entre famílias nobres do século XIX; contudo vimos como a menina Libânia do Carmo Galvão Mexia de Moura Telles e Albuquerque teve a infelicidade de ficar órfã de mãe e pai por volta dos 13 anos. Por consequência, vai viver em internato na Ajuda, dedicado a órfãs provenientes da Nobreza. Depois ingressou no Pensionato de São Patrício que veio a ter também a designação de Colégio de São Patrício; Convento dos Irlandeses e convento de S. Patrício. Este pensionato era presidido pelo Padre franciscano, Raimundo dos Anjos Beirão que fora expulso do Convento de Nossa Senhora de Jesus por altura de encerramento dos Conventos pelo Regime Liberal.

Como vimos, o padre Beirão repousa na mesma cripta de Linda-a-Pastora, junto à Madre Maria Clara, onde as suas sepulturas e os seus restos mortais são visitados anualmente por milhares de pessoas de Portugal e de outros países.
Entretanto como «A Casa de S. Patrício não era suficiente e não apresentava condições de espaço e salubridade necessárias ao desenvolvimento da comunidade. Após muitos pedidos e influências, o Governo cedeu o Convento das Trinas do Mocambo que passou a ser a Casa-Mãe das Hospitaleiras, conhecidas como Irmãs da Caridade, por terem continuado a missão das Filhas de Caridade francesas. / Depois do falecimento do P. Beirão, em 13 Julho de 1878, a Irmã Maria Clara assumiu sozinha a orientação do Instituto com as inúmeras dificuldades internas e externas inerentes a este cargo: perigos, perseguições, mal-entendidos, rejeições e críticas.» (cf. o interessante documento in http://www.confhic.com/congregacao/historia/sintese-historica:162 e artigo sobre o padre Beirão in http://www.confhic.com/destaques/padre-raimundo-beirao:133 ))

3)da herança cultural e natural, consubstanciadas:

a)no edifício de Linda-a-Pastora;

b)na via sacra em quadros / cenários das Estações da Paixão distribuídos no espaço exterior envolvente ao edifício da CONFHIC, tendo estes quadros, sido esculpidos em relevo na pedra. Trata-se, ao que tudo parece indicar, de uma inovação, por esta arte se basear, essencialmente, no design apenas das mãos para expressar a Paixão do Senhor;

c)na Capela em design de tenda, com desenhos de vitrais que, segundo parece, tiveram a colaboração da Ir. Adelina Alves e do polivalente Fernando Marques (autoria a reconfirmar). Também nesta interessante capela vimos uma escultura da mestre Maria Vilar com seu estilo basado em ondulados, característicos de movimentos, de misticismo e espiritualismo, quiçá inspirados na velha arte barroca. Ainda nesta capela pudemos apreciar uma lucerna com formato caraterístico onde é destacado não só o tema da luz, como o da portugalidade através dos sinais da cruz e de uma barca.

d)na cripta através da obra de Irene Vilar (escultura) e da Ir. Adelina Alves (pintura)

e)no exterior apreciámos a escultura de Fernando Marques, peça representando a Madre Maria Clara protegendo a infância e a terceira idade.

f)na envolvência do jardim apreciámos a inédita via sacra com as Estações. A escultura assenta fundamentalmente na representação de mãos, em vez da expressão total, dejá vu, das cenas da paixão.

g)ainda no jardim, pudemos apreciar uma escultura de São Francisco, primeiro patrono da CONFHIC, e as esculturas alegóricas das quatro estações do ano, sendo estas obras das poucas que ficaram na ex Quinta da família Verde (Cesário Verde). A maioria das peças foi retirada desta Quinta (agora CONFHIC) para o Parque dos Poetas, em Oeiras, onde também poderão ser apreciadas.

h)na toponímia destacamos a «RUA MADRE MARIA CLARA (15-6-1843   1-12-1889) FUNDADORA DA CONFHIC»
i)em Cesário Verde referimos a Quinta, a toponímia e a obra que pode ser, em parte, caraterizada através de dois quadros:

-uma mulher urbana «[…] tipo feminino calculista, destrutivo e frívolo, associado com a aristocracia e a sociedade citadina» (cf. Retrato equestre de Ana de Áustria", por Jean de Saint-Igny) in https://pt.wikipedia.org/wiki/Cesário_Verde ),

-quanto à mulher do povo referimos «[…] A vendedeira de "Num Bairro Moderno" (1877) […] desgraçada, trabalhadora e inocente. (cf. "Rapariga com cesto ao ombro", por Teresa de Saldanha)(1). In https://pt.wikipedia.org/wiki/Cesário_Verde);  

(1) É de notar que se trata da Ir. Teresa de Saldanha que estudámos acerca da visita ao convento dos Cardaes, filha de Isabel Maria de Sousa Botelho Mourão e Vasconcelos, Condessa de Rio Maior, duas outras referências de primeiríssimo nível na assistência social a desvalidos e invisuais na segunda metade do século XIX.

j)quanto à “Pastorinha” e sua lenda que terá dado o nome à localidade de Linda-a-Pastora, extrapolando chegámos, teoricamente, à denominação da origem de Linda-a-Velha, Cruz Quebrada, Carnaxide e Queijas, todas estas localidades são vizinhas e estão na influência da bacia hidrográfica do Jamor.

k)exteriormente à CONFHIC referimos um monumento na ex serra de Linda-a-Pastora que só posteriormente fotografámos. Estas imagens serão projectadas na próxima aula.

l)referente às localidades de Linda-a-Pastora e Queijas, referimos a antiga construção, também a toponímia e a arte ligada ao pastoreio, à religiosidade e a Madre Maria Clara.

m)quanto à inspiração artística, especialmente na literatura, escultura e pintura, referimos Almeida Garrett (o Homem das “Viagens na Minha Terra”, bem como viagens nesta micro região), Cesário Verde, Hein Semke, Almada Negreiros, Abel Manta, Fernando Pessoa, Vieira da Silva e Árpád Szenes.

n)finalmente, quanto à herança natural (matrizmónio), referimos a inter influência entre esta micro região, o povoamento, vias de comunicação e o turismo que data, pelo menos, do século XIX, tal como Almeida Garrett no lo expressa em prosa e com a recolha de uma lenda:

«Namorei-me do sítio por modo, que ali passei o Verão todo: e dali fiz deliciosas excursões pelas vizinhanças […]. Foi neste próprio e apropriado sítio que a srª Francisca, lavadeira bem conhecida do lugar, me deu a última […]. Em outras partes do reino traz […] o título de Pastorinha; aqui era justo e natural que se lhe desse o de Linda-a-Pastora, que assentei conservar-lhe. […] O fundo é de uma verdadeira pastorela do género provençal […]»: (cf. a este propósito GARRET, Almeida – Romanceiro (III). Lisboa: Imp. Nacional, 1851 “Linda -A-Pastora”, cap. XXXII; também disponível em - https://moodle.ufsc.br/pluginfile.php/1829280/mod_resource/content/1/Romanceiro_Garrett.pdf acedidos em 04.04.2018 ) 

Tags: Almeida Garrett, CONFHIC, escultor Fernando Marques, fratrimónio, herança cultural, Ir. Adelina Alves,  Madre Maria Clara do Menino Jesus,  Maria Vilar, pe. Raimundo Beirão

sexta-feira, 13 de abril de 2018

VISITA COM DEGUSTAÇÃO DE MIMINHOS



      Em nova e pós nova museologia, conta muito o pretexto, o contexto e as envolvências. Em 13.04.2018, fizemos uma pré visita a Linda a Pastora, muito especialmente à CONFHIC - Congregação das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras, onde abordámos com a Ir. Maria da Glória alguma informação. Sairemos da USMMA – Universidade Sénior de Massamá e Monte Abraão, segunda-feira, 23.04.2018 pela manhã. 

Trata-se de uma oportunidade, não só para conhecer parte desta “micro região”, a bacia hidrográfica e as margens do Jamor, que fazem parte dos concelhos de Oeiras, Amadora e Sintra, mais particularmente Linda-a-Pastora, Carnaxide, Queijas, Linda-a-Velha e Cruz Quebrada.

A este preceito refere-se a herança cultural, o território e a toponímica. Foi sobre os alicerces da Casa e Quinta de Cesário Verde  que veio a ser instalada a Casa Mãe das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras.

Refere-se ainda a figura de Tomás Ribeiro que adorava este rincão de território para onde canalizou investimentos, nomeadamente vias de comunicação e defendeu em tempos difíceis a construção do templo que acolhe Nossa Senhora da Conceição da Rocha.

Tomás Ribeiro foi uma figura respeitável, ligada ao poder governamental, às Cortes e ao Conselho de Estado. Escritor com diversa obra, tendo ficado conhecido como “o Tomás da Aparecida”, por ter acautelado e apoiado a preservação da imagem Senhora da Rocha.

O templo e a gruta desta devoção deixaram marcas de notoriedade nesta micro “região”, vizinha da Congregação que vamos visitar. 


Haverá um foco quanto ao jubileu do nascimento (175 anos) de D. Libânia do Carmo Galvão Mexia de Moura Telles e Albuquerque, natural da Amadora, estando na origem da Obra divulgada em diversos países do mundo. A sede geral é em Portugal, a qual vamos visitar. Obra e estrutura com interesse social, cultural e artístico, onde poderemos apreciar peças de interesse histórico, estético e acervo inovador.  


Uma visita também com interesse gastronómico.



Imagens 1 a 7 Arq. pessoal AA; 8-9 Gentileza CONFHIC, pormenores de vitrais da capela / "tenda" de Linda-a-Pastora in Boletim Ano XXI, nº 85, jul-set, 2015
Tags: Carnaxide, fratrimónio, herança cultural, Linda-a-Pastora, Queijas, CONFHIC


sábado, 7 de abril de 2018

DA LENDA AO CONTO E À ESTÓRIA COM LINDAS PASTORAS


Esta estória ao jeito de conto baseia-se nas lendas das pastorinhas. Firma-se no final da época sarracena e no interstício das consequentes reconquistas e refluxos, em que as culturas do sul (mundo mediterrânico) se aliam, quanto possível, com as do norte e sul da Península Ibérica, Europa e vice-versa. O trovadorismo é uma das fontes (entre outras) que parece pesar na elaboração da lenda de Linda-A-Pastora.

 As teses seguintes creditarão estas possibilidades:

 «São admitidas quatro teses fundamentais para explicar a origem do trovadorismo: a tese arábica, que considera a cultura arábica como sua velha raiz; a tese folclórica, que a julga criada pelo próprio povo; a tese médio-latinista, segundo a qual essa poesia teria origem na literatura latina produzida durante a Idade Média; e, por fim, a tese litúrgica, que a considera fruto da poesia litúrgico-cristã elaborada na mesma época. Todavia, nenhuma das teses citadas é suficiente em si mesma, deixando-nos na posição de aceitá-las conjuntamente, a fim de melhor abarcar os aspectos constantes desta poesia.» (cf. WIKIhttps://pt.wikipedia.org/wiki/Trovadorismo , acedido em 04.04.2018)


LINDA-A-PASTORA OU LINDAS-AS-PASTORAS?

Era uma vez uma linda pastora que apascentava o seu rebanho nas terras do vale do Jamor (extensivamente J[esus é]Amor). Num tempo escaldante, situado entre os séculos XII e XIII, um senhor forasteiro passa o Verão entre as frescas e leves brisas que percorrem o vale. Num dos passeios, o senhor encontra uma pastora de beleza inconfundível e indizível. Tenta conquistá-la. A pastora rejeita a sedução. Porém, o senhor fica desiludido e dirige-se a Linda Pastora:

--Vou-me embora, já que a menina não crê nas minhas nobres intenções!

Já de partida, quando a Linda Pastora o chama:

--Espere aí; algo me diz que não devo molestá-lo nestas terras do Jamor e Carnaxide (*). Não devo fazê-lo sofrer, venha cá:

(*) Carnaxide parece provir de “origem árabe: Carna-axide: Monte de terra vermelha; origem celta: Carn-ushold: Carn (monte de pedras, memorial); Ushold (de cima) (cf. tb.  Wikiwand http://www.wikiwand.com/pt/Carnaxide).

E assim iniciam uma relação que resulta no nascimento duma menina ao fim de 7 meses. O senhor fica confuso. Acha que a pastorinha o traiu. Vai-se embora para um reino onde ninguém sabe das suas mágoas. Antes de deixar estas terras passa pelos lugares que viriam a chamar-se de Linda-a-Velha e Cruz-Quebrada. É aqui na foz do Jamor, que o senhor ruma a sul; no entanto, faz erigir uma cruz como sinal da paixão e do sofrimento com a linda pastora moçárabe. Lá no novo reino, o senhor procura a corte local. Nos tempos ali passados, a rainha fica grávida e dá à luz um filho que também lhe parece prematuro. Depois de indagar, fica a saber que é possível nascer uma criança viva e saudável, ao fim de 7 meses e até menos. É então que o forasteiro sonha sucessivamente com a Linda Pastora, a tal ponto que já não pode com as saudades. Regressa ao Vale do Jamor. Procura Linda-a-Pastora. Mas quem encontra é uma jovem e linda pastorinha. O senhor pergunta:

--A menina sabe dizer-me se ainda reside nestas paisagens uma Linda Pastora, que há anos apascentava um rebanho nestas terras do Jamor?

--Sim conheço …

A nova pastorinha indica a residência da velha pastora.

--Esse lugar fica mais além.

O senhor encontra a pastora, já com cabelos brancos. Era agora Linda-Velha. Tenta chegar ao diálogo e reconciliação com Linda-a-Velha. Linda-a-Velha não o recebe! O senhor fica revoltado. Vai ao lugar onde colocara a cruz como recordação dos tempos aqui passados e quebra a cruz, pensando que fora este sinal, o causador da sua infelicidade. Após o acto de profanação da cruz, este lugar passa a chamar-se Cruz Quebrada; ainda hoje assim se chama, uma freguesia cerca de Algés, nas faldas do Jamor.

Ao saber do sucedido a nova pastorinha corre após o forasteiro. Ao avistá-lo chama-o.

--Pai! - Quero que venhas viver perto de nós.

--Como assim! Ainda há pouco me repudiaram. Agora chamas-me de pai. Eu não sou digno de ninguém, nem da vossa caridade, não mereço nada, não valho nada, não quero nada.

--Vem, não sejas ridículo e lamechas. Eu e a mãe vamos criar uma comunidade, à semelhança dum mosteiro. Poderás viver dentro, obedecendo às regras, ou nas terras ao redor se preferires.

O senhor escolhe viver no mosteiro; ele aceita redimir-se, desde que lhe deixem ver a família de vez em quando. E assim a lenda terá prosseguido com conversões e adesões aos freires de São Domingos (1170-1221), os quais ocuparam este preciso sítio nas encostas do Jamor, possivelmente, sob os alicerces da actual CONFHIC – Congregação das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição, sede principal de mais de mil irmãs hospitaleiras espalhadas por Portugal e pelo mundo.

 O vale do Jamor tem inspirado Poetas: Cesário Verde, Almeida Garrett, Tomás Ribeiro, entre outros. As lendas de pastorinhas divulgadas na Europa, ao estilo trovadoresco e na zona do Jamor têm influenciado estórias em Cruz Quebrada, Carnaxide, Linda-a-Velha, Linda-a-Pastora e Queijas.

Da lenda, à estória, ao conto e à história. Temos mais um filão a investigar, coadjuvando documentos de arquivos, bibliotecas e arqueologia.

……………………….

Palavras-chave: Carnaxide, CONFHIC, Cruz Quebrada, fratrimónio, Jamor, Linda-a-Pastora, Linda-a-Velha, Queijas,

 Fontes acedidas em acedidas em 04.04.2018)


--ANCIÃES, Alfredo Ramos – “D. Libânia – Linda Pastora” http://cumpriraterra.blogspot.pt/2018/03/blog-post_24.html

-------------------------------------  – “Estre Lindas Pastoras Fratrimonializar” http://cumpriraterra.blogspot.pt/2018/04/entre-lindas-pastoras-fratrimonializar.html

-----------------------------------  – “Linda-a-Pastora: Adaptação de Uma Variante da Lenda”  http://cumpriraterra.blogspot.pt/2018/04/linda-pastora-adaptacao-de-uma-variante.html


--CANÇÃO NOVA et al.”São Domingos de Gusmão”  https://santo.cancaonova.com/santo/sao-domingos-de-gusmao-homem-de-oracao/

--CUTILEIRO, José “Linda-a-Pastora [com] variantes [regionais] http://retrovisor.blogs.sapo.pt/61468.html 

--GARRET, Almeida – Romanceiro (III). Lisboa: Imp. Nacional, 1851 “Linda -A-Pastora”, cap. XXXII; também disponível em - https://moodle.ufsc.br/pluginfile.php/1829280/mod_resource/content/1/Romanceiro_Garrett.pdf acedidos em 04.04.2018 )

--LISBOA, Isa “Casa de Cesário Verde | Linda –a-Pastora” http://comjeitoearte.blogspot.pt/2017/02/cesario-verde-i-casa-de-linda-pastora.html


--LUZ, António Reis, et al.  “As Quintas de Recreio” http://luzdequeijas.blogs.sapo.pt/2069763.html

---------------------------- – “Monumento em Honra de Madre Maria Clara e “Vária - Queijas” https://luzdequeijas.blogs.sapo.pt/2012/01/14/ ;  https://oentardecer.blogs.sapo.pt/monumento-em-honra-de-madre-maria-clara-340194


--MIRANDA, Jorge Viagem pelas Lendas do Concelho de Oeiras Oeiras, Câmara Municipal de Oeiras, 1998 , p.30  IN http://www.lendarium.org/narrative/linda-a-pastora/?tag=628

--WIKIWAND et al – “Carnaxide etimologia” http://www.wikiwand.com/pt/Carnaxide


--WIKIPEDIA. et al. “Cesário Verde” https://pt.wikipedia.org/wiki/Ces%C3%A1rio_Verde

-----------------------------  “João Baptista Verde” https://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_Baptista_Verde


----------------------------- “Conto”  https://pt.wikipedia.org/wiki/Conto


-----------------------------– “Trovadorismo” https://pt.wikipedia.org/wiki/Trovadorismo


Alfredo Ramos Anciães, Território Massabraense / Sintra, 22.03.2018

quarta-feira, 4 de abril de 2018

ENTRE LINDAS PASTORAS FRATRIMONIALIZAR


001

Trata-se de uma comunidade representante de fratrimónios por excelência, não só imateriais, do bem-fazer, mas também do convencionado património: artístico, memorial, literário, gastronómico ….

002

São mais de mil e duzentas as novas “lindas-pastoras” espalhadas por Portugal: Braga, Caminha, Fátima, Lamego, Lisboa, Ferreira do Alentejo, Leiria, Oleiros Paredes-Lousada, Vila Nova de Gaia, Porto, Vila Real, e outros países, tais como: Angola, Brasil, Espanha, Estados Unidos, Filipinas, Guiné, Índia, Itália, México, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor.

Todas estas “novas pastoras” têm a origem/matriz em Portugal, muito particularmente na Amadora, seguida de Lisboa, Linda-a-Pastora …. Trata-se de uma comunidade representante de fratrimónios por excelência, não só imateriais, do bem-fazer, mas também dos convencionados patrimónios: artístico, memorial, literário e gastronómico.

003

Nós acrescentaríamos a ligação ao património lendário, como demonstraremos, embora este seja difícil de atestar quanto à origem, temporalidade e autoridade. É possível, porém, mencionar e tratar todos estes testemunhos em visita a um dos locais de referência, tal como o de Linda-a-Pastora: Encastoado num sítio outrora considerado um dos mais belos de Portugal e que preserva ainda formosuras, a par de Sintra e de Lisboa, tal como no-lo descreve Almeida Garret no seu Romanceiro:

004

«Quem desce Tejo abaixo, por esta margem do Norte onde está Lisboa, e tendo saudado o precioso monumento de Belém, a sua torre não menos bela […], tem dado o mais bonito passeio que se pode dar nas vizinhanças da capital, e visitado os sítios que, depois de Cintra, mais frequenta a sociedade elegante da nossa terra. […] Quem tiver porém o bom gosto de resistir ao despotismo tarifeiro da moda, e se abalançar em Maio ou Junho a este largo passeio […], creia que há-de ser pago de sua nobre ousadia. Não há palavras que digam todas as belezas daquela terra, daquele céu […]» (cf. GARRET, op. cit, “Linda-A-Pastora”, cap. XXXII).

005

É um destes locais, de fratimónios e patrimónios (incluindo os gastronómicos, se houver inscrições que o justifiquem) que teremos oportunidade de visitar, fruir e degustar, valorizando terra, gentes e valores.
A não perder.

 Palavras-chave: fratrimónio, imaterial, material, matrizmónio, património

Fontes:

--ANCIÃES, Alfredo Ramos – “D. Libânia – Linda-A-Pastora”  http://cumpriraterra.blogspot.pt/2018/03/blog-post_24.html

--GARRET, Almeida – Romanceiro. Lisboa: Imp. Nacional, 1851 “Linda -A-Pastora”, cap. XXXII; também disponível em - https://moodle.ufsc.br/pluginfile.php/1829280/mod_resource/content/1/Romanceiro_Garrett.pdf acedidos em 04.04.2018

 

AA

sábado, 24 de março de 2018

DONA LIBÂNIA – LINDA-PASTORA


     

      Além do evento de 100 posts somados no dia 1º de Maio, 2011, Dia do Trabalhador, é também dia de João Paulo II e, para muitos, Dia da Mãe.

Não é de João Paulo II que venho falar mas sim da vida de uma senhora portuguesa, lutadora da acção social, em Portugal e com Obra além fronteiras.

Trata-se de Dona Libânia. Natural da então “Porcalhota”, actual Amadora. Nascida em 1843 e falecida em 1899. Uma personalidade que marcou na conturbada fase pós revolucionária liberal da segunda metade do século XIX. Foi este turbilhão ideológico e social de restos do absolutismo, de liberalismo, de introdução de teorias socialistas, anarquistas, regeneradoras; crises financeiras e políticas que forçou Portugal a procurar novos caminhos na política colonial e internacional.

Foi também neste cadinho que viveu Madre Maria Clara do Menino Jesus de seu nome de baptismo – Libânia do Carmo Galvão Mexia de Moura Telles e Albuquerque.
O nome aponta, claramente, para alguém nascido no seio da nobreza. Libânia pertencia a uma ordem económica e social privilegiada e não precisava de preocupar-se para levar a sua “vidinha” na classe possidente. Não foi, porém, esta a sua opção.

No novo mundo de liberalismo de salve-se quem puder, dito libertador mas maioritariamente hipócrita, face aos mais fracos que definham e ficam à mercê de caridades e gestos de altruísmo. Libânia ousou minimizar o sofrimento e dignificar os doentes, inválidos e abandonados nas ruas ou em casas. Num mundo de matriz tradicional cristã a classe de desvalidos não pode passar despercebida. A caridade de Libânia, aqui apresentada no seu sentido mais nobre, onde poucos ajudam a levantar os desvalidos, ousa fazer a diferença face às situações degradantes da sociedade.


Libânia sabe que só pode fazer face a tal situação organizando-se em instituição. Só que nessa altura tudo era complicado. O liberalismo havia extinguido conventos e institutos religiosos, amedrontara e não criara outras organizações que tomassem o lugar "do bem fazer" para ajudar os mais necessitados, caídos na miséria, em casas, pelas ruas e valetas.

D. Libânia e o padre Raimundo Beirão, lembram-se da Congregação francesa das Irmãs Hospitaleiras e Mestras. Neste contexto foram enviadas a França em 1870 algumas mulheres, entre elas, D. Libânia. Na localidade de Calais, Libânia e outras companheiras fizem os seus noviciados.
Regressam em 1871, tornando-se Libânia/Irmã Clara, superiora da Casa de São Patrício, ajudada pelo padre Beirão. Em 1874 amenizada a ideologia liberal: é possível obter a aprovação da criação de congregações religiosas pelo Governo de Portugal. Em 1876 consegue também a aprovação junto à Igreja portuguesa e a Roma. É então possível instituir D. Libânia como Irmã Clara – Superiora Geral e fundadora da Congregação das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição.

Esta Congregação vem a desenvolver-se e expandir-se, não só pelo território continental europeu de Portugal, mas também por Angola, Índia e não só, Bissau e Cabo Verde. Faz obra missionária, cria e gere creches, escolas, colégios, hospitais, casas de assistência a inválidos e a crianças abandonadas ou carentes e apoia cozinhas económicas. Então, como "aqui e agora".
Nesta perspectiva, Libânia/Irmã Clara e sua Congregação são consideradas, justamente, como precursoras de uma acção social portuguesa. Após a morte da fundadora, a Congregação continua a desenvolver-se por vários países do mundo, não obstante o rude golpe mais uma vez infligido por outra ideologia liberal, agora renovada com o primeiro regime republicano, pós 5 de Outubro de 1910.

Em Portugal a sede da Congregação das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição encontra-se em Linda-A-Pastora, uma localidade do concelho de Oeiras, quase às portas de Lisboa, mas onde é possível ainda sentir traços rurais e certa tranquilidade. No ano de 2011 é justamente beatificada a fundadora da Congregação após 140 anos da fundação da instituição de caridade e solidariedade social.

A cerimónia do reconhecimento e beatificação de mais uma portuguesa decorreu no Estádio do Restelo no dia 21 de Maio de 2011 e encontra-se aberto o processo de canonização, o grau seguinte, reconhecido social e cientificamente aos que foram/são Sãos daqui o substantivo de Santo(*).

 

P.S. Comemoro neste mês de maio de 2018 a memória de 100 postes editados na página de plataforma blogues sapo.sol, infelizmente agora indisponíveis, alegadamente pelos custos de manutenção. E como se trata de um número redondo -100 posts, apresento uma cópia do Nº 100, em boa hora salvaguardado, com os respectivos comentários que então mereceu;


além de que a USMMA – Universidade Sénior de Massamá e Monte Abraão está a preparar um passeio/visita a “Lindas-As-Pastoras”, assim, no plural.


 


Comentários:


OlindaGil said: http://comunidade.sol.pt/Themes/Blogs/paperclip/images/spacer.gifOlá Fred, Não conhecia esta personagem e fiquei a saber muito mais. Obrigada pelas grandes informações que aqui nos vais passando. Venho desejar-te um Bom Dia do Trabalhador! Maio 1, 2011 9:08


AlfredoRamosAnciaes said:http://comunidade.sol.pt/Themes/Blogs/paperclip/images/spacer.gif Olá Olinda. Sabes que a Congregação fundada por Dona Libânia, ou Maria Clara também esteve e está na tua querida Angola, porém, tiveram e têm uma acção muito discreta no bem-fazer, ao contrário da solidariedade social dos Governos/Estados cheia de propaganda e, em alguns casos, de sofrível gestão. O que eu penso é que os dois tipos de solidariedade não são demais para as carências. Parabéns, a quem dá algo de si para tentar minorar problemas sociais e levar um pouco de felicidade às pessoas. Bom dia do Trabalho e dos Trabalhadores, sendo estes todos os que fazem algo por si e pelos outros, não importa se são ricos, pobres ou remediados; banqueiros ou técnicos de limpeza. fred / Maio 1, 2011 10:44


lafornelas said: http://comunidade.sol.pt/Themes/Blogs/paperclip/images/spacer.gifFred, Sempre atento e muito se deve à acção social,que era feita naquele tempo e bem longe da propaganda;para tudo ou de tudo,destes tempos. A ideia que quando as pessoas ajudam é porque querem qualquer coisa em troca, não existia naquele tempo e todos o faziam com coração. Agora ,infelizmente, descofia-se detudo. Um abraço e boa semana. Um abraço / lafornelas Maio 1, 2011 23:17


Zory said: http://comunidade.sol.pt/Themes/Blogs/paperclip/images/spacer.gifBom dia fred. Depois de ler este post, posso confessar que me senti envergonhada, e isto por não me perdoar ter ignorado até hoje, a História que aqui nos traz, descrevendo a vida de uma Madre Poruguesa com tanto mérito, e ficar assim a conhecer a dedicação Dela, em total entrega, a uma tão nobre causa. Obrigada por tanto que me ensina nestes seus Post´s, que sendo já 100, merecem também aqui uma referência e, certamente com os outros leitores, agradecer-lhe muito, sinceramente! Cumprimentos / Zory  Maio 2, 2011 8:41


AlfredoRamosAnciaes said: http://comunidade.sol.pt/Themes/Blogs/paperclip/images/spacer.gifAo Lafornelas / Com um abraço beirão desejo um óptimo mês de Maio que é também o mês mariano, o mês do Maio 68 e o mês das maias que "pintam" as nossas serras beirãs. / fred / Maio 3, 2011 23:36


AlfredoRamosAnciaes said: http://comunidade.sol.pt/Themes/Blogs/paperclip/images/spacer.gifÀ Zory. Não tem que se sentir envergonhada. A grande maioria dos portugueses ainda desconhece Madre Clara, o que revela, entre outras coisas, que a História de Portugal é mesmo muito rica. Espero que neste mês e após ele a Fundadora das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras comece a entrar na Hagiografia portuguesa, até porque a Instituição ultrapasou fronteiras para vários países do mundo. / CMPTS / fred / Maio 3, 2011 23:47  


rouxinoldebernardim said: http://comunidade.sol.pt/Themes/Blogs/paperclip/images/spacer.gifFred: É bom divulgar estas criaturas que estão obnubiladas injustamente. Tantos sob os holofotes da comunicação social por isto e por aquilo, sem nada de valor, esta criatura merece tudo. O meu aplauso sincero! No altar mediático, merece estar, por direito próprio... Maio 4, 2011 18:45

AlfredoRamosAnciaes said: http://comunidade.sol.pt/Themes/Blogs/paperclip/images/spacer.gif Olá Rouxinol. Vamos ver o que a Comunicação Social de massa informa durante este mês de Maio, mês da beatificação de uma portuguesa que fez/faz o bem e expandiu valores pelo mundo. fred / Maio 5, 2011 0:15


JorgePaz said: Caro Alfredo:  Obrigado me ter revelado ter existido esta pessoa tão notável. / E que falta ela agora nos faz. / Maio 5, 2011 1:21


ManueldaZica said: http://comunidade.sol.pt/Themes/Blogs/paperclip/images/spacer.gifQuero dar-lhe os parabéns pelos 100 posts publicados, nomeadamente por serem no SOL, o que não é fácil, dado o pouco interesse deste semanário pelos colaboradores dos blogues. Excelente esta sua divulgação da Congregação das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição, nomeadamente da próxima beatificação da Irmã Clara. / Maio 5, 2011 8:51


mitalaia said: http://comunidade.sol.pt/Themes/Blogs/paperclip/images/spacer.gifFred; Dona Libânia, ficou marcada como uma das grandes figuras da Amadora. Foi uma mulher bastante fez pelo povo, num tempo que, como hoje era muito nessária a caridade. / Maio 5, 2011 22:12


AlfredoRamosAnciaes said: http://comunidade.sol.pt/Themes/Blogs/paperclip/images/spacer.gifAo Jorge / Ao ManueldaZica e ao Mitalaia: Agradeço as amáveis visitas e o reconhecimento da figura notável de Dona Libânia / Ir Maria Clara, um exemplo de bem servir o próximo. Vamos ver também como é que vai ser o empenhamento do público e a divulgação do evento pela Comunicação Social. / fred / Maio 6, 2011 13:49


PIKI said: http://comunidade.sol.pt/Themes/Blogs/paperclip/images/spacer.gifOlá Alfredo, já conhecia por alto a história desta mulher, pois conheço pessoalmente algumas mulheres dessa congregação. De qualquer modo é sempre bom alguém dar a conhecer a um público mais vasto esses factos da nossa história colectiva. Já tens a resposta para a pergunta que fizeste no meu último post. Um resto de bom-fim-de-semana. Piki / Maio 7, 2011 15:08


AlfredoRamosAnciaes said: http://comunidade.sol.pt/Themes/Blogs/paperclip/images/spacer.gifà Piki; Vamos ver se a comunicação social tem alguma atenção por este evento de uma Beata, com processo a Santa (de Portugal) ou se dão preferência a outras personalidades religiosas de outras partes do mundo que pouco têm a ver com Portugal. É nestas alturas que se conhece quem é quem. Possivelmente a Comunicação Social e as pessoas com algum poder e capacidade de comunicação preferem relatar e dar relevância a um assassino, um ladrão, um malfajejo qualquer, ou um político desprovido de escrupulos e de valores humanitários. Sempre um prazer os seus comentários, Cumprimentos. / fred / Maio 9, 2011 14:00


ProfetaPolitico said: http://comunidade.sol.pt/Themes/Blogs/paperclip/images/spacer.gifCaro, Em primeiro lugar parabens pelos 100 posts. O acto de escrever através dos novos meios tecnológicos de que é a internete constitui uma grande forma de partilha, importante nas sociedades modernas, permitindo assim o debate e troca de pontos de vistas entre pessoas tão distantes física e mentalmente. Continue com o seu contributo para o debate de ideias nesta sociedade em evolução. A figura que nos trouxe neste seu post é mais um daqueles exemplos da entrega e de amor de um ser humano pelos mais necessitados ou ao próximo. A nobreza da existência é amplificada quando percebemos que o ponto de equilíbrio está em partilharmos, o que estiver ao nosso alcance para a dignidade de outros. Ao fim e ao cabo é isso que nos torna seres humanos dignos da vida. Abraços e continuação de "boas escritas". / P.P. 11-05-2011 / Maio 11, 2011 12:37


LUCINDA said: http://comunidade.sol.pt/Themes/Blogs/paperclip/images/spacer.gifOlá Fred, Embora já tivesse lido este post, não tive tempo para responder deixando-te assim desprezado, o que não é justo, mas como sei que me perdoas... :)) / Parabéns pelo teu centenário de escritos, que são sempre sóbrios, inteligentes e que nos ensinam. Como sabes também não sou uma crente religiosa embora creia em algumas coisas essencialmente no sentido da vida em que poderemos sempre melhorar, nem que seja como pessoas. Dona Libânia do Carmo, era um nome desconhecido por mim e, que fiquei a conhecer por ti! A beatificação, para mim é apenas uma praxe daquilo que certas pessoas deram aos outros, quer seja em "milagres" ou sobretudo capacidade de amar. Nascem pessoas cada vez mais, com potencialidades mentais bastante desenvolvidas que nos permitem um conhecimento do Universo de uma forma simples e vasta. / Beijinho! / Maio 13, 2011 13:25


AlfredoRamosAnciaes said: http://comunidade.sol.pt/Themes/Blogs/paperclip/images/spacer.gifAo P.P. Reforço as suas palavras "despir-nos de todo o egoísmo e partilharmos tudo o que estiver ao nosso alcance". Acrescentaria, não só em relação a cada Mulher e a cada Homem mas em relação a toda a existência. Faço uso das palavras de Emile Zola "O destino dos animais é muito mais importante para mim do que o medo de parecer ridículo". E em relação à natureza em geral, é com ela que temos de fazer "parceria". O contrário são os desertos, um mundo mais pobre de diversidade, as fomes e as guerras. Bom fim de semana primaveril. fred / Maio 13, 2011 15:16 /


AlfredoRamosAnciaes said: http://comunidade.sol.pt/Themes/Blogs/paperclip/images/spacer.gifÀ lUCINDA / Não és "crente religiosa"! Eu duvido muito desta expressão. Quem gosta da Natureza já é crente religioso, bem como aquele que é comunista, só para exemplo, também é religioso. Religioso significa "aquele que está ligado" a algo com ética. Quanto aos "graus" de beatificação e santificação, isso são atributos e reconhecimentos àqueles que pública e documentalmente se destacaram com "bem-fazer". É como receber o Prémio Nobel. Com a diferença de que o Nobel é, geralmente, atribuído em vida e com atribuição pecuniária. Ambos os "prémios" têm, pois, a função de reconhecimento do bem, de ligação e coesão das sociedades. Quando há verdade na atribuição daqueles atributos, há simultâneamente mais valores humanitários. O contrário é a dissolução social, o caminho para a indiferença e  abismo. Bom Final de Semana / fred / Maio 13, 2011 15:35


Fradeunico said: http://comunidade.sol.pt/Themes/Blogs/paperclip/images/spacer.gif/ ..e finalmente chegou o grande dia da beatificação! / Maio 21, 2011 10:57


AlfredoRamosAnciaes said: http://comunidade.sol.pt/Themes/Blogs/paperclip/images/spacer.gifCaro Fradeunico. Na realidade, assim é. Porém, o destaque desta personalidadem pelos Media foi muito escasso. Excepção seja feita ao "Jornal da Verdade" de onde já era esperado, o Correio da Manhã também fez bastante divulgação e durante alguns dias e, pelo menos, no dia de hoje - da beatificação, a RTP marcou uma presença aceitável. Da 4 também vi referências. Tenha um bom fianl de semana. / Cumprimentos fred  Maio 21, 2011 15:44


AlfredoRamosAnciaes said: http://comunidade.sol.pt/Themes/Blogs/paperclip/images/spacer.gifÀ Zory, Tenho estado com um trabalho extra e isso tem-me tirado a posibilidade de acompanhar mais o Sol. De qualquer modo agradeço as suas visitas e comentários. Logo que possa ficarei mais assíduo. Quanto à cerimónia de beatificação no Restelo foi muito bonita. Não havia tanta gente como, possivelmente, era esperada. Sabe "santos da porta ...", expressão com que eu não concordo e não sigo estes conceitos ou preconceitos. Cumprimentos, fred / Maio 22, 2011 1:55


OlindaGil said: Olá Fred, Vim desejar-te um bom domingo e ver se havia novidades. Beijinhos / Maio 29, 2011 12:30  


albertoluis said: http://comunidade.sol.pt/Themes/Blogs/paperclip/images/spacer.gif/ Olá Fred / É sempre agradável ler os teus posts. / Será que precisamos de um santo ou santa à frente dos destinos do País? Um abraços # Maio 29, 2011 13:24


AlfredoRamosAnciaes said: Olá Olinda, boa tarde. Por uma dupla razão ainda não apresento novidades. 1) o post de uma sã(nta) portuguesa merece / deve figurar durante um bom período porque cada vez mais necessitamos de gente sã(nta) incluindo na política e em minha opinião há candidatos a primeiro ministros mais sã(ntos) uns do que outros. Aliás não será difícil ver os que são mais maquiavélicos, mais teatristas. 2) Há ainda alguma falta de tempo da minha parte e eu agora levo as coisas mais ao ralenti do que outrora. É preciso saborear cada coisa e não sou muito de pressas. Uma óptima semana  # Maio 29, 2011 19:58


AlfredoRamosAnciaes said: Olá Alberto Luís! A resposta ao teu comentário também está no comentário que fiz à Olinda. Aliás, o que disse para a Olinda é mais pertinente para ti no que toca à necessidade de Sã(ntos) nos tempos que correm. Um abraço. Boa semana / fred / Maio 29, 2011 20:01


………………(*) Santo, - SãoTo ou SãoTa, sendo que o “T” poderá significar a cruz, analogia com os que deram / dão a vida por um ideal, outrora, ou aqui no mundo presente.

Fontes:

1) Boletins trimestrais de Jan/Fev/Mar e Abr/Mai/Jun 2011, ano XVII Nºs 67 e 68 «A Irmã dos Pobres Madre Maria Clara do Menino Jesus Fundadora das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição»;

2) Jornais «Voz da Verdade» Semanários de Fev/Mar/Abr - Informação também acessível em www.confhic.com e www.provstmaria.com .