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segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

25. PROTO-MUSEU POSTAL E BIBLIOTECA

 “Pode haver memória e inteligência sem amor, mas não pode haver amor sem memória e inteligência” (1)



Edifício da FPC - Fundação Portuguesa das Comunicações que substitui o antigo Museu Postal, entre outros Patrimónios

Para organizar e preservar a primeira recolha do Museu Postal e Biblioteca foram reservados em 1878 dois pequenos móveis, o que denota um interesse (fora de tempo ou “après la lettre”) do gosto, tipo gabinete de curiosidades. O Museu Postal começa, por assim dizer, com um pequeno móvel contendo apenas trinta espécimenes de eleição, porventura os que apresentavam uma estética mais apelativa, não excluindo contudo a memória da função técnica. Outra particularidade: Este Museu surge-nos desde logo associado a um outro órgão de memórias e descrições, i. é, a Biblioteca Postal, instalada num móvel idêntico ao do Museu Postal.

Reconstituição de imagem de telegrafia visual com auxílio do telescópio. O operador telegráfico da Marinha Portuguesa situava-se no posto do topo da Torre de Belém. Daqui ele recebia e/ou retransmitia informações de e para outros postos. IMG in Arquivo da Fundação Portuguesa das Comunicações

Subsistem ainda estes dois móveis, etiquetados de  origem e preservados, constituindo assim o "core memory" ou o primeiro cartão de identidade da função de transportes e comunicações postais, telegráficas e de faróis. Integram, hoje, o Museu das Comunicações, também o Arquivo Histórico e a Biblioteca postais e de telecomunicações. Este património sobreviveu ao museu estático da época, à vitrificação de raridades, de coisas belas, de valor contemplativo e artístico, ao que tudo parece indicar, para ser usufruído  por uma minoria de individualidades - técnicos superiores, gestão de topo e visitantes diferenciados.

Caracterizou-se o primeiro período do Museu pelos ideais de romantismo, contudo acompanhado por um certo surto de desenvolvimento das comunicações e da ciência, de que são exemplos os seguintes acontecimentos:
-Em 1870 é lançado o cabo submarino de Portugal a Inglaterra;
-1871 realizam-se no Casino Lisbonense as famosas Conferências Democráticas. Cria-se a Aliança Democrática Socialista (então influenciada pelo socialismo utópico europeu) e é publicada a obra Causas da Decadência dos Povos Peninsulares que Antero de Quental expôs brilhantemente nas Conferências do Casino. Ramalho Ortigão inicia a publicação das Farpas;
-1872 iniciam-se os primeiros movimentos grevistas portugueses. Saem a lume os Fidalgos da Casa Mourisca, de Júlio Dinis e a Teoria do Socialismo, de Oliveira Martins, bem como A Teoria da História Literária Portuguesa, de Teófilo Braga. No pensamento político e de cidadania é iniciada a publicação do jornal socialista, O Pensamento Social;
-1873 conclui-se a linha-férrea de Évora a Estremoz;
-1875 é fundada a Sociedade de Geografia de Lisboa - instituição também ligada ao processo de recolha e preservação de memórias; Oliveira Martins funda a Revista Ocidental. Eça de Queiroz publica O Crime do Padre Amaro e Camilo Castelo Branco inicia a publicação d` As Novelas do Minho
-1877 é construída a ponte de D. Maria Pia, no Porto e é publicado O Helenismo e a Civilização, de Oliveira Martins.

Em 1878 surge a criação destes órgãos de memória e documentação: Museu e Biblioteca postais e de telecomunicações. Ainda neste ano são lançadas as ambulâncias postais no caminho-de-ferro do leste; norte e sueste e são criados os bilhetes-postais. A Biblioteca é dotada com 400 volumes e o Museu com os ditos 30 espécimes.
Por esta altura a Direção Geral dos Correios reforça as “ordens para que os carteiros nunca se apresentem em serviço sem o devido uniforme [...] renovam-se os contratos para o serviço de transporte de malas transatlânticas com as companhias «Royal Mail Steam Packet» e «Pacific Steam Navigation» [...]. Por navios receberam-se de differentes paizes 21:336 cartas [...], 349 jornaes e impressos […]”. Ainda entre 1876/78 “O aumento na cifra dos impressos selados [e jornais …] é muito notável” com um número que atinge as 3.018:005 unidades. (2)
Sobre as telecomunicações e seu contexto tecnológico precedente e posterior à criação do Museu Postal (3):
-Na primeira década do século XIX é criada a telegrafia visual/semafórica que durará até 1855, data em que surge a telegrafia elétrica (4);
-Destas telegrafias foram integrados alguns espécimes do século XIX no Museu Postal, tais como: Relés, translatores, transmissores, besoiros, bússolas, comutadores, para-raios, despertadores, avisadores, recetores, telégrafos, coesores, coladores, reóstatos, galvanómetros, óculos de elongação, dispositivos de regra de Ampere, magnetos, fusíveis, isoladores, pilhas, tubos de Crooks, máquinas pneumáticas, demonstradores de condutibilidade, pontes de Wheatstone, bobinas de indução e aparelhos de campo girante.
-Outra curiosidade: Em relação às primeiras dezenas de espécimenes recolhidos pelo Museu Postal verifico que todos são da função telegráfica/telecomunicações e não da função postal, como seria de esperar, atendendo à designação de Museu Postal (5);
     -Em 1879 Teófilo Braga publica as Soluções Positivas da Política Portuguesa e inicia-se a edição do semanário Voz do Operário, ligado aos manipuladores do tabaco.
     -Em 1882 instala-se em Portugal a 1ª rede telefónica pública;
     -1886 surge o Mapa-Cor-de-Rosa e toda a crise a ele relacionado e;
     -Em 1890 o Ultimato inglês.
É neste cadinho de desenvolvimento técnico e cultural que se cria um Museu, que adjetivo de proto-Museu no sentido de primeiro esboço museológico e biblioteconómico na temática das tecnologias de comunicações.
Contudo, a vertente romântica e as crises de finais do século começam a ceder a preocupações do dia-a-dia. Nesta ótica, o Museu vitrificado num móvel, vai permanecer estático durante décadas.

      É também altura do pensamento filosófico positivo, seguido pela arte e pensamento modernista. Este estilo e mentalidade não foram de bom sinal para as memórias e patrimónios tradicionais. 

      As crises económicas, os movimentos políticos e as necessidades primárias a satisfazer vão condicionar a ação do que não se apresenta imediatamente rentável. Fica, assim, pendente o desenvolvimento do Museu da temática  postal, telegráfica e faróis, até aos anos 30 (do século XX). Nesta altura o projeto museológico é repensado pelo Estado Novo como se nunca tivesse existido uma ideia e ações conducentes à criação de um museu na área dos transportes e comunicações.

Os altos responsáveis do Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações e CTT (entre meados dos anos 30 a 1947) demonstraram, pois, uma desconsideração e/ou desconhecimento da herança patrimonial precedente; ou quiçá, a súbita vontade, de partir para uma realidade “nova” sem referência ao projeto museológico anterior, terá sido propositada no sentido de apagar as marcas herdadas dos Governos e Regimes precedentes (6).

Notas:

(1) A esta citação acrescentaria ao substantivo “memória” a adjetivação: oral/documental/genética, porque considero que o amor não resulta somente da inteligência mas também de uma memória que vem sendo impressa nos genes pela evolução. E com isto não quero dar mais ênfase à teoria evolucionista do que à criacionista, nem vice-versa. (cf. A. Anciães in http://beckerhistoria.blogspot.pt/2009/12/documentomonumento-le-goff-historia.html?showComment=1418480414533#c1584711386110503503, acedido em 13.12.2014)

(2)DIRECÇÃO Geral dos Correios; BARROS, Guilhermino Augusto de – Relatório Postal do Anno economico de 1877-1878 […], p. 156-157; anexo ao cap. X, p. II. Este Relatório apresenta informação prolixa em números e organização da Direcção Geral dos Correios nos anos em que foi criado o que nós designamos por proto-Museu Postal e sistema documental que em 1947 dariam origem ao Museu dos CTT.
(3)O proto-Museu Postal não deixa transparecer na sua designação a vertente  de telecomunicações, tendo em conta que a totalidade das 30 peças com que foi criado eram da função de telecomunicações. (cf. inventário das 30 primeiras peças inventariadas no Museu das Comunicações, sucessor do Museu Postal).
(4) Em certos casos o uso desta telegrafia visual/semafórica, não elétrica, estendeu-se por mais alguns anos.

(5)Cf. I Livro de Inventário do Património Museológico do Museu das Comunicações / Fundação Portuguesa das Comunicações.


Referências bibliográficas:
-AFONSO, A. Martins – Breve História de Portugal. Porto: Porto Editora, Ldª, 3ª ed., s.d.;

–ANCIÃES, Alfredo; ALMEIDA, Joel de; CORDEIRO, Ricardo; MOUTA, Margarida; SALDANHA, Júlia; SANTOS, Alva; VARÃO, Isabel; WEBER, Cristina - Comunicar na República: 100 Anos de Inovação e Tecnologia. Lisboa: FPC - Fundação Portuguesa das Comunicações, 2010; 
-ANCIÃES, Alfredo
"Da História das Telecomunicações na I República" in ANCIÃES, Alfredo et. al. - Comunicar na República: 100 Anos de Inovação e Tecnologia. Lisboa: FPC - Fundação Portuguesa das Comunicações, 2010; 
-Id. "Da História das Telecomunicações no Estado Novo" (1926-1974);
-Id. “Património museológico de telecomunicações: Criação e gestão em contexto”. Lisboa: FPC Códice Ano XI Série II, 2008, págs 52-67;
-Id. O Museu dos CTT. Lisboa: Arquivo UNL, 1988/1989. Disponível também em Arquivo do Grupo dos Amigos do Museu das Comunicações;
-BARROS, Guilhermino Augusto de – Relatório do Director Geral dos Correios, Telegraphos, Pharoes e Semaphoros relativo ao anno de 1889 precedido pela continuação da Historia dos Correios até ao fim de 1888 e uma memoria historica acerca da telegraphia visual, electrica, terrestre, maritima, telephonica e semaphorica, desde o seu estabelecimento em Portugal. Lisboa: Imprensa Nacional, 1891;
-CTT - O Museu dos CTT Português. Lisboa: Ed. dos Serviços Culturais dos CTT, 1973;
-DIRECÇÃO Geral dos Correios; BARROS, Guilhermino Augusto de – Relatório Postal do Anno economico de 1877-1878 precedido de uma memoria historica relativa aos correios portuguezes desde o tempo de D. Manuel até aos nossos dias. Lisboa: Lallemant Frères, Typ. Fornecedores da Casa de Bragança, 1879.
-SERRÃO, Joel – Cronologia Geral da História de Portugal. Lisboa: Livros Horizonte, 4ª ed., 1980  
Documentos Web acedidos em 13.12.2014
-ABREU, José Guilherme – “A problemática do monumento moderno” in http://www.apha.pt/boletim/boletim1/pdf/Aproblematicadomonumento.pdf
-Gabinetes de Curiosidades – in http://pt.wikipedia.org/wiki/Gabinete_de_curiosidades
-Le GOFF, Jacques in 
-NAYARA, Emerick “Le Goff, Jacques – Documento Monumento” in http://www.ebah.pt/content/ABAAAewPYAJ/38096406-le-goff-j-documento-monumento,

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

18 RAIZES E FUNDAMENTOS PARA UM FUTURO MUSEU NACIONAL DAS COMUNICAÇÕES E TRANSPORTES



Para que a jornada da vida valha a pena, arranja tempo para brincar, ler, viajar, trabalhar, cuidar, descansar, divertir, amar e comunicar. (Pensamentos AA, 2014)

Organização e Política Museológica ao Tempo do Estado Novo

Em 19 de julho de 1952, a cerca de cinco meses após a exoneração de Mário Gonçalves Viana, I conservador, é nomeado o II conservador-chefe. Trata-se de António Mora Ramos que esteve à frente do Museu dos CTT até 6.8.1958, tendo-se desencadeado com este conservador um processo algo semelhante ao do I conservador, devido às mesmas questões de acumulação de funções e de vencimento, como professor do ensino técnico. Deste modo, também Mora Ramos opta por deixar o Museu e os CTT.

No tempo em que Mora Ramos dirige o museu, inaugura-se a 1ª exposição, patente a todo o público, na Rua das Picoas, nº 7, 2º andar onde são expostos espécimes da coleção postal. A primeira exposição com espécimes de telecomunicações viria a ter lugar no ano seguinte (1959), num edifício dos CTT da Rua Castilho e já com a Dr.ª Maria da Glória Pires Firmino, que viria a ser designada conservadora-chefe, substituindo António Mora Ramos.

Em relação à secção de telecomunicações Mora Ramos deixou a exposição pronta a ser exibida, tanto quanto nos informa o seguinte extrato: “No campo telegráfico e telefónico tem já o museu instalações definitivamente montadas, com os aparelhos aptos a funcionar, prontos a mostrar aos empregados e ao público como executam o seu serviço. Foi um trabalho que levou anos, mas, de facto, valeu a pena” (1).

E prosseguindo esta transcrição de Mora Ramos podemos verificar que, não obstante o museu “começar apenas a definir os seus contornos”, são várias as realizações que se devem a este conservador que subiu, “palmo a palmo” a escala socioprofissional, a trabalhar e estudar simultaneamente. Diz-nos Mora Ramos quase no início da sua gestão do Museu que: “Muitas outras montagens estão em curso ou aguardam ocasião – miniaturas de transportes, de instalações técnicas, de serviços, representações esquemáticas, etc.” (2) 

Além destas realizações referidas pelo próprio Mora Ramos, destacamos: A transferência do museu, em 1954, da Rua de São Mamede (ao Caldas), nº 17 para instalações mais espaçosas na Av. Fontes Pereira de Melo nº 26 – 1º; a montagem do setor postal no 2º andar da Rua das Picoas, nº 7 – A, cuja inauguração se realizou em 1958; a preparação e montagem do setor de telecomunicações na Rua Castilho, nº 15 – 2º, cuja inauguração, desta exposição a que Mora Ramos dedicara tantos esforços, não teve o prazer de assistir, uma vez que foi exonerado, a seu pedido, de conservador-chefe do museu em 6 de agosto de 1958, tendo a exposição de telecomunicações da Rua Castilho sido inaugurada no ano seguinte ao da sua exoneração (1959).

Integravam esta exposição, além dos espécimes autênticos de telecomunicações, miniaturas e vária documentação iconográfica, motivo pelo que consideramos uma exposição deste género, pela primeira vez patente ao público, bastante ilustrativa.

Enquadra-se a ação deste II conservador do museu no seguimento da ação do seu predecessor. No entanto a realização de Mora Ramos é mais notória sob o ponto de vista da integração na política museológica vigente, no que respeita aos valores corporativistas, ao passo que a ação do I conservador Mário Viana, se consubstanciou mais nos aspetos técnicos inerentes à refundação do museu, identificação e inventariação dos espécimes que haviam sido acumulados durante muitos anos sem quaisquer referências documentais. Terá sido um verdadeiro “quebra-cabeças” identificar e caraterizar objetos de que “já nem os velhos se lembravam”, como chegou a referir o professor Mário Viana na sua palestra sobre o museu (3).

Na circular nº 33/A de 1947, ano da nomeação de Mário Viana, sob o título Organização do Museu dos CTT podemos verificar o seguinte:

“Estando, presentemente, em organização activa o Museu dos CTT, no qual se devem recolher e catalogar, além de todo o material em uso, todos os aparelhos e utensílios antigos ou postos de parte susceptíveis de documentarem, de uma forma viva e expressiva, a múltipla e extensa actividade da nossa corporação, é de absoluta conveniência fazer recolher ao referido museu tudo quanto, de qualquer maneira, ofereça interesse para a história dos CTT em Portugal”. (4)

Já no Regulamento do Museu dos CTT publicado em ordem de Serviço nº 5501, 1, de Março de 1955 (5) (tempo do II conservador Mora Ramos) o ponto 2 da secção I faz especial referência a “O Valor Psico-Pedagógico de um Museu Profissional”, integrando-se na respetiva época do Estado Novo/Corporativo.

O texto da palestra é ilustrativo: “Trata-se não apenas de uma palestra, mas de mais uma das muitas dezenas de palestras que a Administração-Geral, ao serviço de uma constante política do espírito, já realizou”(6).

Estas declarações são indicativas do aproveitamento em termos sócio-político-ideológicos da ação estatal esperada pelo museu. Referindo-se aos novos funcionários, o conservador Mora Ramos diz que deveriam passar, aquando da admissão, por um estágio no museu, a fim de conhecerem o passado e o presente da “Casa” que iriam servir: “Interessa, sobretudo, que cada funcionário (…) veja e sinta que é um elo da cadeia, um pormenor indispensável no arranjo do conjunto. Interessa sobretudo, que encontre na grandeza da Administração o estímulo indispensável para levar avante o seu próprio trabalho, com entusiasmo, com dinamismo, com justificado orgulho!”[;] “Este Museu vivo que corresponde a uma necessidade da nossa época e da nossa Administração, este Museu que, se Deus quiser, permitirá criar uma colectiva consciência profissional” (7).
Do acima exposto e de outros postes relacionados, poderemos concluir que o atual Museu das Comunicações (herdeiro do Museu Postal, Museu dos CTT, Museu CTT das Comunicações e para-museus: dos TLP, CPRM – Companhia Portuguesa Rádio Marconi e Teledifusora de Portugal) está em condições de se reorganizar e ocupar um lugar de Museu Nacional (e na museologia nacional) de que este Portugal quase milenário, tanto carece para preservação eficaz dos Patrimónios de Comunicações e Transportes. Nenhum outro museu sectorial o poderá fazer com tanta pertinência e abrangência. Estes tempos de privatizações exigem-no. Deixar andar, assobiando para o lado, como se nada se passasse será incúria. Mais tarde “é sempre tarde de mais” como diz Pedro Abrunhosa num dos seus temas.

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Notas:

(1) RAMOS, António Mora – O Valor Psico-Pedagógico de um Museu Profissional. Lisboa: Ed. dos Serviços Culturais dos CTT, 1954, p. 18

(2) RAMOS, ob. cit. p. 19

(3) VIANA, Mário Gonçalves – Um Museu dos CTT: Objectivos – Organização – realização – Funcionamento. Lisboa: Ed. dos Serviços Culturais dos CTT, 1949, p. 58

(4) CTT Circular Nº 33/A de 1947, ano da nomeação de Mário Viana, sob o título Organização do Museu dos CTT

(5) Trata-se do primeiro regulamento formal do Museu dos CTT

(6) RAMOS, ob. cit., pp. 5-6

(7) RAMOS, ob cit., pp. 9-11

Fontes:

-ANCIÃES, Alfredo Ramos - O Museu dos CTT. Lisboa: Arquivo UNL, 1988/1989. Disponível também em Arquivo do Grupo dos Amigos do Museu das Comunicações.
 
-CTT Circular Nº 33/A - Organização do Museu dos CTT, 1947

-RAMOS, António Mora – O Valor Psico-Pedagógico de um Museu Profissional. Lisboa: Ed. dos Serviços Culturais dos CTT, 1954

-VIANA, Mário Gonçalves – Um Museu dos CTT: Objectivos – Organização – Realização – Funcionamento. Lisboa: Ed. dos Serviços Culturais dos CTT, 1949