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sábado, 20 de maio de 2017

072 156 UMA VISITA ESPECIAL AO MUSEU DAS COMUNICAÇÕES


001 Algumas Colaboradoras do Grupo Nova Museologia da USMMA – Universidade Sénior de Massamá e Monte Abraão

A versão original do Museu das Comunicações surge em 1878 no seio dos Correios Telegraphos e Pharoes, um museu do erário público gerido pelo Diretor Guilhermino Augusto de Barros, criador do museu. (1).

(1)Guilherminno Augusto de Barros (nasce em Peso da Régua, 1828 – +Lisboa, 1900). Foi Deputado, Governador Civil, Conselheiro de Estado, Par do Reino, Diretor Geral dos Correios Telegraphos e Pharoes, entre outras funções

002 Museu das Comunicações

A designação do museu na altura da criação era “Museu Postal Português”(2). Sendo que o adjetivo postal deriva de posta (correio) que por sua vez vem do latim postum ou positum que significa posto, parada, ou paragem.

(2)Contudo, visto aos olhos d`hoje e em relação às exigências do ICOM – Conselho Internacional de Museus e da APOM – Associação Portuguesa de Museologia, o dito Museu Portal Português não poderia ser considerado um verdadeiro museu. Não estava aberto ao público, nem tinha exposições permanentes.

003 Estação de Muda da Malaposta

O nome pode parecer inadequado para um museu que, logo na altura da criação, contava com um pequeno acervo de peças, as quais eram predominantemente de telecomunicações e não de correio. Contudo, se analisarmos com um pouco de detalhe verificamos que o tal posto, parada ou paragem também vale para as telecomunicações.

004 Pernoita na Estação de Muda

O Museu Postal Português criado em 1878 foi o 3º do mundo. O 1º fora o alemão “Museu Postal Alemão” criado por Heinrich Stephan (1832, Polónia +1897, Berlin Alemanha) (2) sete anos antes do museu português. O 2º a ver a luz do dia foi o Museu Postal de São Petersburgo, 4 anos antes do português.

(2)Fundador da UPU – União Postal Universal, atual Agência da ONU

005 Descanso e tratamento dos cavalos

Repare-se que todos estes museus têm a mesma designação, apenas se distinguindo pela cidade da sua instalação.
A atividade postal, bem como a de telecomunicações, necessitam dos tais postos, positus, paragens. Pode até ser um posto breve para retransmissão / reforço ou reencaminhamento das mensagens, apoio aos portadores, envolvendo ou não, paragens curtas e longas.

006 Alguns cabos com amarração em Portugal, à semelhança das rotas marítimas da Expansão Lusa.

Não se pode conceber no século XIX uma atividade de transporte de correio ou de telecomunicações e passageiros a grande distância sem escalas/paragens nos postos ou estações.

007 Repetidor / regenerador nas profundezas dos oceanos por onde passa mais de 90% do tráfego de comunicações e ciência a velocidades próximas da luz.

Em termos concretos, a mala-posta de Lisboa ao Porto necessita de pequenas e grandes paragens, para satisfazer necessidades, refeições e pernoitas; entrega e receção de correio, descanso, assistência e muda de cavalos; entrada e saída de operadores e passageiros que viajam nas carruagens da Malaposta.

008 Uma das várias casas do bairro alemão para técnicos da DAT – Deutsche Atlantische Telegraphengesellschaft. Servem agora para serviços do Governo Regional

Um paralelo de funcionamento com alguma semelhança pode estabelecer-se para as telecomunicações. Um telegrama no tempo das primeiras gerações dos cabos submarinos e tecnologias afins não consegue o seu destino direta e automaticamente, quando envolve grandes distâncias, sobretudo as intercontinentais. Daí o serviço e a centralidade de Portugal europeu e ilhas para a receção de tráfego telegráfico e reenvio dos mesmo para os respetivos destinos.

009 Operador com uma central telefónica manual

Foi para suprir a esta necessidade que surgiu a Trinity House. Na prática era uma central mais que trinitária, pois servia outros países. Assistida por várias comunidades estrangeiras que rececionavam e retransmitiam telegramas de e para as Américas, África e Ásia.
A visita ao Museu das Comunicações de 19 de maio de 2017 com um Grupo de Nova Museologia da USMMA – Universidade Sénior de Massamá e Monte Abraão serviu de ambiente técnico e humano, inspirando interesse nos visitantes.

010 Operador Radioamador
    A imaginação é um importante recurso e pode ser um património. Para dar contextualização às exposições que visitámos, iniciámos o discurso com uma repetição (à semelhança dos relés/repetidores no fundo dos mares). Para isso repetimos/realçámos o termo IMAGINE:



011 O Presidente Óscar Carmona inaugura a primeira telefonia automática em Lisboa, 1930


IMAGINE a Semana do Mar, no mês de Agosto. As grandes festas da Horta e de toda a ilha na zona ribeirinha da Baía da Horta onde a maioria das coletividades do Faial vêm exibir os seus trajes, dotes e patrimónios, despertando curiosidade entre a assistência.
012 Telefone de ligação por satélite semelhante a um outro construído em Portugal, utilizado nas guerras da ex Jugoslávia, fazendo hoje parte do Museu Nacional da Bósnia e Herzegovina


IMAGINE o domingo em que sai à rua a festa de Nossa Senhora da Guia, do Monte da Guia, que desde o sítio altaneiro, desce à cidade.

IMAGINE o desfile folclórico de um mar de gente da Horta/Faial, onde se destaca a procissão de carros alegóricos, carregando réplicas e equipamentos reais, como se a Horta fosse uma estação (positus de relé/reforço, repetidor de sinais e energias); para amaragem dos Clippers, Dorniers, Lufthansas, Pan Americas; equipamentos de telecomunicações, de centrais telefónicas, radioamadores, operadores cabográficos;

IMAGINE Santa Cruz da Horta, de onde saiu parte do arsenal oferecido aos 7.500 heróis liberais;
  IMAGINE o descerramento da placa evocando esta oferenda do povo do  Faial;

IMAGINE o Ilhéu, Homem do Mundo (porque assim se sentia) Pedro Laureano de Mendonça da Silveira;

IMAGINE e sinta como ele descreve a Horta:

«[…]

Como isto foi grande, dinâmico, mercantil, aventureiro!

Homens de todas as raças no porto da Horta,

todas as línguas bandeiras […] e navios à carga, vozes, gritos,

o gemer dos guindastes […]

Era a mais alegre, a maior cidade pequena do Mundo!

Era riqueza de Londres

e de Nova York!

Era o requinte de Paris, o luxo

de Sampetersburgo!

Todos mercavam, vendiam.

Embarcavam.

Tornavam.

[Estimada e desejada Horta]

O passado que esperas

em futuro renasça [! ..]».


(Extrato do conjunto de poemas “Fui ao Mar Buscar Laranjas” com ligeiras adaptações aqui assinaladas em parêntesis retos, sem alterar o significado original).


P. S. Foi interessante a presença da Diretora do Museu Cristina Weber e; como sempre, de grande qualidade, a prestação do monitor animador Américo Mascarenhas. As fotografias são da autoria das colaboradoras em Nova Museologia, especialmente de Elisabeth Sá e Noémia Tomé.

    Palavras chave: cabografia, Malaposta, Museu das Comunicações


    Fontes:

ANCIÃES, Alfredo Ramos – Patrimónios de Comunicações de Portugal: Em Destaque a Horta – Faial – Açores. Angra do Heroísmo: Turiscon Editora, 2016 . A monografia está disponível pelos módicos 10 Açores. Contacto: Sr. Liduíno Borba em linha LIDUINOBORBA.COM artigo 3014, porte grátis.


    Acedidas em 20.05.2017 - 


--------------------------------““07. Do Mar que Separa ao Mar que Une” http://cumpriraterra.blogspot.pt/2014/03/para-um-museu-regional-e-nacional-das.html

----------------------------077 152 Portugal em Crescendo. ´Fui ao Mar Buscar Laranjas`”. http://cumpriraterra.blogspot.pt/2017/04/152-fui-ao-mar-buscar-laranjas.html

----------------------------“134.Telefone Via Satélite Português Contribui para o Nascimento duma Nova Nação e um Novo Estado” http://cumpriraterra.blogspot.pt/2017/03/134telefone-via-satelite-portugues-faz.html

-----------------------------“16. Faial das Comunicações e do Santo espírito”. http://cumpriraterra.blogspot.pt/2014/10/16-faial-das-comunicacoes-e-do-santo.html

----------------------------“72. Inspirações dos e nos Açores”.

sábado, 4 de fevereiro de 2017

126. PARA UMA INTERPRETAÇÃO DA IMAGEM SEMIÓTICA DA FUNDAÇÃO PORTUGUESA DAS COMUNICAÇÕES / MUSEU DAS COMUNICAÇÕES



A imagem duma Empresa, Museu, Fundação, Arquivo, Biblioteca, Jornal, Igreja, Universidade, Escola, Autarquia, ou qualquer outra entidade coletiva,  assenta nas noções/ideias que fazemos das mesmas. Nessas noções/ideias entram qualidades positivas, menos positivas ou negativas. Daí resultará o conceito de imagem que remonta ao tempo clássico da Grécia. No caso de Platão, a imagem corresponde ao domínio das ideias. Uma imagem ou uma ideia é para este Filósofo uma «projeção da mente». Contudo, para Aristóteles, uma imagem é uma «representação mental de um objeto real». Doravante os dois conceitos de idealismo e de realismo, de Platão e de Aristóteles, não mais deixaram de estar presentes no pensamento de tipo ocidental, até aos dias de hoje. Para uns, a ideia ou o imaterial prevalece e é essencial, enquanto para outros, a materialidade é a geradora e enformadora dos próprios conceitos e imagens. Assim, também, a imagem que fazemos das Organizações deriva do que é ideal / mental / imaterial (platonismo) ou das propriedades físicas / materiais (aristotelismo). Este pensamento, não é de todo, despiciendo, dado que é importante para o estudo, desenvolvimento e projeção de uma boa imagem das empresas, instituições e demais Organizações.
As cores do logótipo/imagem da Fundação Portuguesa das Comunicações revelam-nos os seguintes significados:
O Fundo Preto:
Clássico, imanente
Constante, permanente,
Solidez, duradouro,
Enseada, ancoradouro.

O Encarnado:
Saúde, vida,
Força; alegria,
Império, energia.

 

O Amarelo:
Esfera armilar,
Bandeira Nacional,
Portugal,
Luz, amor, ouro, valor,
Permanência, calor,
Brilho, sol, preservação,
Espírito, contemplação,
Seara luzente,
Colheita, nascente,
Alvorada, Oriente,
Espírito, amizade,
Longevidade, Positividade.

O Fogo:
Força, função,
Expansão, ação,
Transformação.

 O Branco:
Todas as cores,
Lírios, amores,
Luz, difusão,
Junção, reunião,
Estabilidade, liga, irmandade,
Branca pomba
Paz em ronda
Nova tecnologia,
Semiótica, semiologia,
Fibra ótica; união,
Tudo é comunicação.

Nota: Desconheço o(s) autor(es) da imagem do logótipo em referência. Ele será, porém, resultado da negociação e colaboração entre o designer e o(s) responsável(eis) pela imagem da FPC/Museu. Às partes envolvidas, deixo o meu reconhecimento e parabéns pelo resultado.

Permitam-me, porém, uma ligeira crítica, a par do elogio pelo bom trabalho em relação à FPC: O letering “Museu das Comunicações” passa praticamente despercebido na imagem do documento desdobrável, por quase não se ver/não se notar, devido à pequeníssima dimensão das letras, face ao restante conteúdo da FPC FUNDAÇÃO PORTUGUESA DAS COMUNICAÇÕES.
Acontece que a FPC só existe porque já subsistia e persiste um museu e patrimónios de comunicações desde o século XIX. Foi o Museu dos CTT e vários outros núcleos: da PT, da ex Marconi, da ex. Teledifusora de Portugal, dos ex Telefones de Lisboa e Porto e da ANACOM Autoridade Nacional de Comunicações que enformaram e permitiram a instituição da FPC.
A FPC permanecerá enquanto houver património museológico de comunicações e museu. Logo, acho algo injusta a quase irrelevância da dimensão dada à designação “Museu das Comunicações”.
&&&
Quanto à Missão:

Compreendo a missão como a transmissão dos valores informais e formais atinentes à função social, cooperativa, cultural, técnica, científica, comercial e económica.
 Quanto às Finalidades:

Compreendo as finalidades como desideratos que se pretendem obter, consubstanciados em resultados, tais como:

i)                  a mudança de mentalidades,

ii)               a aceitação dos serviços promovidos,

iii)            a divulgação, aquisição, venda, fruição de produtos e serviços.

Em 1993 por altura dum estudo para a constituição da Fundação das Comunicações (então ainda sem o adjetivo de Portuguesa) definimos as finalidades, apontando para a razão fundamental da existência da Fundação / Museu conforme expresso no excerto infra:

«Pretende-se que a Fundação [em que se insere o Museu] constitua uma tribuna de reflexão sobre o papel e o impacto das Comunicações Portuguesas.

A Fundação deverá, ainda, contribuir para a construção de uma Imagem Global das Comunicações. Promovendo a sua identificação como componente fundamental do tecido económico-social e cultural nacional e internacional»

(In  DE000293CI, Nº 293, de 25.05.1993 e entrada em vigor 01.06.93, documentação da Fundação das Comunicações, com a colaboração da Drª Maria da Graça Ennes e Drª Maria João Vasconcelos. Cf. ainda ANCIÃES, 1992-1993, ob. cit., p.16 e Anexo I, p.2-7).

 Quanto à Visão:

Compreendo a visão como uma intenção em perspetiva (no breve e médio prazo) e uma reafirmação dos valores presentes, capacidades e ações em prossecução.

A visão poderá confundir-se com a missão. Contudo, vejo a missão como: valores projetados para o longo prazo, que não se alteram com facilidade; todavia, acho que a missão também deve ser objeto de análise e avaliação periódica pelas Administrações.

Palavras-chave: Fundação Portuguesa das Comunicações, imagem, museologia, Museu das Comunicações, semiótica.
Fontes:
-ANCIÃES, Alfredo Ramos – Fundação das Comunicações/Museu: Subsídios para uma Abordagem Sistémica e Definição de Projectos. Lisboa: ISMAG Instituto Superior de Matemáticas e Gestão – ULHT, 1992-1993;
Em linha, acedidos em 08.02.2017 –
-ANCIÃES, Alfredo Ramos - 125. GESTÃO DAS MEMÓRIAS - RECURSOS SOCIAIS E PATRIMONIAIS. CASO DE ESTUDO http://cumpriraterra.blogspot.pt/2017/02/125-gestao-das-memorias-recursos.html
-WIKIMEDIA, Foundation et al. – “Imagem” https://pt.wikipedia.org/wiki/Imagem
-WORDPRESS, et al. - “Conceito de Imagem” http://conceito.de/imagem
 
 

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

GESTÃO DE MEMÓRIAS E BENS MUSEAIS. CASO DE ESTUDO


Fundação Portuguesa das Comunicações / Museu e CDI

 TÓPICOS / RESUMO:

Recolher, trabalhar, preservar e expor memórias e patrimónios, envolve método, estudo, sensibilidade e conhecimentos de vária natureza. A abordagem sistémica seguinte pode ser um auxiliar, quiçá um começo de organização.

Ponto 0 (zero). O ambiente, as oportunidades e as ameaças. Os Governos, as nacionalizações, as privatizações e consequências sobre os Patrimónios.

1.O informal: cultura informal das Organizações, imagem nas memórias dos públicos, confiança no desenvolvimento dos projetos, imagem dos responsáveis e outros colaboradores.

2.A relação com o institucional. Ministérios, Direções, Institutos, normalização, regulação, Poder local, sistemas de ensino formal e informal.

3.Estratégia Administração Gestão Produção:

Estratégia e Administração: conhecimentos da envolvência. Ideia sobre a missão/visão/finalidades (cf. ponto 6. extrapolando …).

Formas de alcançar os objetivos. Calendarização dos projetos e ações. Recursos humanos e coordenação de projetos.

Reflexão e adaptação da missão, finalidades/visão; planos, projetos, objetivos; pontos de controlo e repartição de recursos.

Formação em: museologia / patrimónios, estudo dos paradigmas museais; cidadania, gestão, relações públicas, marketing e comunicação.

Produção de: documentação, exposições e serviços.

4.Equipamentos e espaços adequados.

5.Conhecimento dos Patrimónios com valor social/comunitário para serem fruídos sob quaisquer dos pontos de vista: científico, técnico, económico, documental, artístico, ambiental, lazer e comunicação.
6.Fratrimónios: Bens / valores sociais, usados ou consumidos no nosso tempo, nossa comunidade ou com as quais nos relacionamos, lembrando o bodo e o ágape (cf. Joaquim de Fiori, Agostinho da Silva, Natália Correia, Papa Francisco, Mário Chagas et al.); bem como a participação nos e com grupos musicais, teatro, folclore e outras associações de carácter económico, cultural e social.

Massamá – Festas populares

Extrapolando para o caso da FPC - Fundação Portuguesa das Comunicações / Museu e Centro de Documentação e Informação apresento os quadros referentes à “missão e visão”.
(quadro / imagem, gentileza da Fundação Portuguesa das Comunicações)

 Missão, visão e finalidades nem sempre são inequivocamente discerníveis entre si. Não raro, as finalidades confundem-se com a missão. Em 1993 aquando dum estudo para a constituição da Fundação das Comunicações (então ainda não tinha o adjetivo de Portuguesa) definimos as finalidades do seguinte modo:


As finalidades apontam para a razão fundamental da existência da Fundação / Museu, conforme expresso no excerto infra: 
«Pretende-se que a Fundação [em que se insere o Museu das Comunicações, ex Museu dos CTT] constitua uma tribuna de reflexão sobre o papel e o impacto das Comunicações Portuguesas.
A Fundação deverá, ainda, contribuir para a construção de uma Imagem Global das Comunicações. Promovendo a sua identificação como componente fundamental do tecido económico social e cultural nacional e internacional» (a)
………
(a) Anexo ao DE000293CI, Nº 293, de 25.05.1993 e entrada em vigor 01.06.93, documentação da Fundação das Comunicações, com a colaboração de Drª Maria da Graça Ennes e Drª Maria João Vasconcelos. Cf. Ainda ANCIÃES, 1992-1994, ob cit, p.16 e Anexo I, p.2.7

Os quadros/imagens seguintes são gentileza da FPC.





7. Salvaguarda. Ações de proteção no terreno / locais de utilização ou guarda; proteção jurídica/legislativa e para-musealização.

8.Conservação preventiva e restauro. Projetos dos edifícios adequados às funções de guarda, acomodação e movimentação dos patrimónios.

9.Documentação Informação e Comunicação. A Comunicação está no final da abordagem sistémica. Não significa que seja menos importante do que os outros pontos. Ela é essencial. Sem a comunicação/divulgação todos os números supra citados ficariam sem o interesse social. Os valores culturais e económicos devem ser comunicados a toda a Sociedade envolvente para que a mesma possa, caso queira, participar.

Com base nos pressupostos apresento a FPC como caso de estudo de ações viradas para os públicos e para as populações. A FPC com os seus Recursos têm levado o Museu aos Bairros, onde se relacionam com as populações e com os patrimónios; trazem os Bairros ao Museu; apostam na ótica das novas museologias e na gestão pró cidadania.

Tags: Fundação Portuguesa das Comunicações, gestão, memória, Museologia Social, Museu das Comunicações, Nova Museologia
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Fontes:
-ANCIÃES, Alfredo Ramos – Fundação das Comunicações/Museu: Subsídios para Uma Abordagem Sistémica e Definição de Projectos. Âmbito: pós.grad. em Museologia Social do Instituto Superior de Matemáticas e Gestão. Lisboa: ISMAG – ULHT, 1992-1994
------------ Estudo, sugestões e Relatório de Estágio nos Sub-núcleos de Documentação do Património Museológico de Telecomunicações.- Lisboa: CDI-CTT; FPC, 1992-1993
---------------FPC Fundação Portuguesa das Comunicações. Museu das Comunicações, et al -Desdobrável institucional, s.d. disponível na FPC em 2016-2017 …
---------------Gestão de Memórias e Bens Museais. Caso de Estudo  http://cumpriraterra.blogspot.pt/2017/02/125-gestao-das-memorias-recursos.html

segunda-feira, 18 de julho de 2016

85. AMBIENTE DE REGENERAÇÃO

(minhas memórias do Museu CTT / Fundação das Comunicações: estágio em arquivo / estudo de caso)

 1855. Em 16 de setembro o jovem rei D. Pedro V assume o trono e inaugura a telegrafia eléctrica.

 1857. O avanço rápido na instalação de linhas telegráficas e o aumento do tráfego impulsionado pelo novo ambiente político e histórico levam à criação duma Direcção-Geral dos Telégrafos, também dependente, tal como o Correio, do Ministério das Obras Públicas Comércio e Indústria. Publica-se a primeira organização dos serviços telegráficos. Dá-se corpo à primeira convenção telegráfica com outro país (Espanha).

É de notar que esta mudança corresponde à nova situação económica que o país vive. A tónica da alteração está no desenvolvimento económico conhecido por Regeneração. Os correios, telégrafos e obras públicas acompanham este movimento.

 1864. É estabelecida a Mala-Posta entre Lisboa e Porto que: Faz o transporte de correspondência oficial e particular; de periódicos, encomendas e passageiros. Em 30 de novembro, a Subinspecção-Geral dos Correios e Postas do Reino é elevada a Direcção-Geral. O sector de comunicações é considerado, cada vez mais, como estrutura fundamental do progresso social e económico.

 1866/1867. Introdução e inauguração do transporte de correio em ambulâncias postais ferroviárias.

1870. Inaugura-se o primeiro cabo submarino, entre Portugal e Inglaterra.

1874. É criada a União Postal Universal.



(Imagem in UPU, Wikipédia et al)

Bandeira da UPU - União Postal Universal. Um planeta azul, rodeado de representantes de todas as etnias, trocando/reencaminhando mensagens.

1876. O Tenente Coronel La Vilete no seu livro “Pigeons Voyageurs” refere este ano como o início da introdução dos pombais e pombos-correios em Portugal.

 1877. Edita-se e põe-se em circulação o primeiro bilhete-postal.

 1878. É publicado o primeiro anuário postal.

 1880. Em 7 de julho dá-se a fusão da Administração Geral dos Correios com a Direcção-Geral dos Telégrafos e Faróis, constituindo o primeiro ou um dos primeiros exemplos de fusões de serviços técnicos na área das comunicações.

1881. Em setembro fixam-se as condições do concurso público para o estabelecimento e exploração de redes telefónicas em Lisboa e no Porto.

 1882. Em janeiro assina-se o contrato de concessão de estabelecimento e exploração das redes telefónicas e telegráficas de Lisboa e do Porto à empresa The-Edison Gower Bell Telephone Company, em regime exclusivo. E em abril deste mesmo ano inauguram-se as referidas redes.

 1883. Publica-se o “Tratado de Sinais” na Imprensa Nacional Casa da Moeda; e dá-se incremento à telegrafia por sinais de bandeiras (a) segundo “As Comunicações Militares de relação em Portugal”, ob. cit.

 1885. Reúne-se, em Lisboa, o 3º Congresso da União Postal Universal.

 1889. A publicação “As Comunicações Militares de Relação em Portugal, apresenta-nos, neste mesmo ano, a existência de uma extensa rede de “pombais militares”, sobretudo para comunicações alternativas e pontualmente regulares.

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a) O Museu CTT das Comunicações conta com uma colecção destes espécimes de sinais.

Fontes:

-ALEXANDER, Edward p. – Museus in Motions: An Introdution to the History and Fonction of Museums. Nashville. American Association for State and Local History

-ANCIÃES, Alfredo Ramos – Ensaio de Investigação e Organização da Telegrafia do Museu dos CTT. Lisboa: Policopiado Seminário de Biblioteconomia e Arquivologia da UAL LC – Universidade Autónoma de Lisboa Luís de Camões, 81 p; ---- O Museu dos CTT. Lisboa: Policopiado Dep. Etnologia da UNL – Universidade Nova de Lisboa, 1988/1989, 174 p.; ---- Museu CTT das Comunicações: Estudo de dois sub-núcleos e reflexões para uma futura gestão documental (estágio em arquivo). Lisboa: Policopiado UAL – Universidade Autónoma de Lisboa, Luís de Camões. Curso de especialização em arquivo, pós graduação, 1991/1992, 145 p.

-BARROS, Guilhermino Augusto de. Memoria Histórica Acerca da Telegrafia Eléctrica em Portugal. Lisboa: Ed. Dos CTT ampliada com notas, gravuras e retratos coligidos por Godofredo Ferreira. Lisboa, 1944; ---- Relatório Postal do Ano Económico de 1877-1878: Precedido de uma Memória Histórica Relativa aos Correios Portugueses Desde o Tempo de D. Manuel até aos Nossos Dias. Lisboa: Ed. Dos CTT, 19--?

-BRASIL - MINISTÉRIO DA JUSTIÇA: Arquivo Nacional – Manual de Levantamento da Produção Documental. Rio de Janeiro: Arquivo Nacional, 1985 (Publicações Técnicas, 44); ---- – Orientações para Avaliação e Arquivamento Intermédio em Arquivos Públicos. Rio de Janeiro: Arquivo Nacional, 1985 (Publicações Técnicas, 41)

-CTT: CDI – Análise das publicações Periódicas Arrumadas no CDI-CTT. Lisboa: Ed. do A., 1987 ; ---- Relatório da Participação dos CTT-CDI no 5º Encontro dos Bibliotecários Arquivistas e Documentalistas Portugueses em Braga. Lisboa: Ed. do A., 1976

-CTT: SEP – O Museu dos CTT. Pequena História desde a sua Fundação até à Actualidade. Lisboa: Ed. Do A., 1975

-FERREIRA, Godofredo – A Mala-Posta em Portugal. Lisboa: CTT, 1959, 230 p. ; ---- - Algumas Achegas para a História do Correio em Portugal. Lisboa: CTT, 1964, 135 p. ; ---- - Dos Correios-Mores do Reino aos Administradores Gerais dos Correios e Telégrafos. Lisboa: CTT, 1941, 357 p. ; ---- Velhos Papeis do Correio. Lisboa: CTT, 1949, 115 p.

-MIRANDA, Janete Lopes et al. – Gerenciamento de Arquivos Através da Aplicação de Recursos de Informática: Definição de um Sistema para Controle da Documentação e recuperação da Informação. Porto: in Congresso Nacional de Bibliotecários Arquivistas e Documentalistas, junho 1985

-MUSEU CTT DAS COMUNICAÇÕES – Património Museológico. Outras referências documentais consultadas: Ficheiros e dossiers

-VIANA, Mário Gonçalves – Arte de Organizar Colecções Exposições e Museus. Porto: Ed. Domingos Barreira, 1972, 284 p. ; ----  - Um Museu dos CTT: Objectivos Organização realização Funcionamento. Lisboa: CTT, 1949, 76 p.

-VIEIRA, João – Orientações Gerais Sobre Gestão de Documentos de Arquivo. Lisboa: IPA, 1991

…………………….

Em linha - fontes de consolidadação pós estágio:

-PASCAL, Cousin – Histoire du Pigeon Domestique Depuis L`Antiquité; Colombes et les Pigeons l`histoire - http://cousin.pascal1.free.fr/histoire_pigeonnier.html

-TAQUET, José et al –  Historique de la Colombophilie http://www.colombophiliefr.com/pages/historique.htm