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sexta-feira, 20 de outubro de 2017

PEDROGÃO ET AL. É A VEREIA, SENHOR - É DA VEREIA E DA NOVA PARTICPAÇÃO QUE PRECISAMOS!


Palavras-chave: cidadania, democracia, economia, justiça, participação, vereador, vereda
É a Vereia que necessitamos e não de novas secretarias.

A ordenação do território, a prevenção contra incêndios e a ameaça à saúde (física e mental), devem fazer parte, como faziam, da pública função, dos antigos oficiais dos Concelhos, encarregues pela vigia, verificação, educação e fiscalização do território.

A função da vereia (de que quase ninguém já sabe do que se tratava) deu origem ao funcionário e ao conceito burocrático de vereador e vereação.

Pretende-se, ora e novamente, que os vereadores e outros funcionários encarregues pelos melhoramentos urbanísticos, pelas vias de comunicação, pelas linhas e demais estruturas de distribuição de gás, eletricidade e telecomunicação sejam vigiad@s pela vereia, agora no âmbito da democracia e da participação dos cidadãos. Em vez da criação de mais secretarias, onde mais dinheiro, mais funcionários de gabinete, mais mangas de alpaca introduzidas para dar emprego a conhecidos e “amigos”, ou quiçá apenas para justificar que sabem despender/"distribuir" o dinheiro público escasso; é preferível retomar a função da vereia, isto é dos vereadores do terreno (não do gabinete) para evitar em grande percentagens as tragédias dos incêndios.

A função da vereia pode ser realizada a preço em conta e por gente das próprias localidades, sem os gastos enormes nos modelos tradicionais dos últimos decénios, concentrados em gabinetes e dependentes da gente dos contratos milionários disto e daquilo.

A este preceito cito o programa da manhã da rádio TSF, dia 20.10.2017 em que é referida a “responsabilidade civil” e “compartilhada” (eventualmente “não criminal”) da EDP (é apenas um exemplo) por não terem limpo as zonas das vias e postos de transformação. Referiu-se que foram descobertos vários casos em que árvores e ramos estavam próximos ou encostavam nas linhas de distribuição onde circulam as comunicações e as altas tensões. Deste modo, a participação dos cidadãos e a reposição da vereia (vereadores do terreno) deveria ser e urgentemente retomada, à semelhança dos vereadores da Idade Média e da Idade Moderna em que exerciam a função, essencialmente no exterior, tendo como incumbência fazer a vigilância, a informação, a educação e a exigência (vereia) caminhando pelas veredas. Daqui serão provenientes os termos vereia e o vereador municipal.

Essa função nos caminhos, aldeias, vilas e florestas, perdida na Idade Contemporânea, deveria ser retomada na atualidade, pois é, certamente, a função mais barata e a mais eficiente para evitar as tragédias. Os vereadores autárquicos não deveriam ser oficiais de gabinete, nem fiscais no velho conceito mas, essencialmente, colaboradores, fazendo a vereia (vigília, ajuda, informação, educação e exigência) nos caminhos, nas estradas, nos aglomerados, nos campos e nas florestas, prestando regularmente contas através de sérios relatórios de trabalho e de atuação.

Poupar-se-iam muitos aviões, muitos carros de combate, muitos gabinetes e uma parafernália de gastos. Bora lá, os Bombeiros também podem ser vereadores e exercer condignamente a vereia/vereação, até porque respeitar o Homem, o Ambiente e a Mãe Natureza ou a GeoMátria é urgente.
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169 AA Cumprir a Terra

sábado, 17 de setembro de 2016

95.NOVA MUSEOLOGIA O QUE É ?

        Tal como o nome indica; proveniente do grego museion (museu) + logia (logos, conhecimento) - é uma disciplina que divulga saberes da instituição museu, sua organização, desde a definição da missão, os projetos e ações.
        A museologia evoluiu muito a partir dos anos 60`s (século xx). De tradicional, maioritariamente elitista, torna-se em social e democrática. Trata de conhecimentos relativos ao Homem / Humanidade e suas manifestações culturais.
        A nova museologia, também dita museologia social, torna-se numa disciplina ou ciência que promove e participa no concreto, nos problemas das sociedades agrícolas, de pastores, de aldeia, de fábrica, de bairro, de grupos sociais discriminados pelo não ter e pelo ser: orientação sexual, religião …
        A história da museologia, especialmente a social, desce do estádio olímpico, atinente ao tempo/templo das musas, ou seja do museion deificado para reis, filósofos, ou para um curto número de cidadãos das democracias atenienses ou outras. Passa pelos gabinetes de curiosidades para a educação dos príncipes e das elites. Vai ao encontro dos problemas educativos, especialmente da educação não formal. Assume a vertente organizadora, documental e conservadora.
        Não menos importante é a matriz comunicadora da nova museologia, abraçada pelos museólogos, populações e colaboradores para fazerem passar as mensagens e os conhecimentos com registo mais eficaz no intelecto/memória/coração (cor + ação), do que através de qualquer outro médium, visto que a nova museologia social/integral insiste/persiste (isto é, faz morada afetiva) na e com a comunicação.
        A museologia social, melhora a qualidade do “aqui e agora” (CHAGAS, 2016), ou seja, a qualidade fratrimonial, procurando, simultaneamente, o registo patrimonial do longo prazo.
        O novo museu e nova museologia social são integrais, não só porque integram pessoas mas porque fazem uso dos vários médiuns para chegar aos fins que são: a comunicação, a valoração/valorização das pessoas e do meio com que se relacionam ou poderão relacionar-se.
      Pelos novos museus integrais passam várias tecnologias / vários médiuns, incluindo os virados à observação / contemplação, isto é, os que contemplam a relação do Homem com as “peças/objetos” da economia, da ciência, tecnologia, letras, memórias e afetos.
        Em conclusão: a nova museologia, social ou integral, é um fórum aglutinador de cidadania, de participação, de fratrimónio, de património e de desenvolvimento sustentado.

        Tags: cidadania, fratrimónio, museologia social, nova museologia, novo museu, participação, património.
       
Fontes biblio-arquivísticas:

MENSCH, P. - “Museus em Movimento: Uma Estimulante Visão Dinâmica Sobre Interrelação museologia-museus”, Cadernos de Sociomuseologia, nº 1, 49-54, 1990

MOUTINHO, Mário. - “A construção do objeto museológico”, Cadernos de Sociomuseologia, nº 4, 1994

PRIMO, Judite  - “Museus locais e Ecomuseologia: Estudos do Projeto para o Ecomuseu da Murtosa2000, in Cadernos de Sociomuseologia, nº 30

Fontes em linha, consultadas em 17.09.2016:

ANCIÃES, Alfredo Ramos 88.Museologia em Acção (Tradicional Nova e Social) --- . 89.D `O Nome da Rosa` Aos Padrões de Memórias: Conservadas e Acesas --- 90.Museus Museion Musas e Epopeias em Um Contexto --- 91.Portugal Social Museal --- 92. Museu em Acção: O Novo Museu é um Museu Integral --- 93.Ritos e Contos Também Entram na Museologia Social em Acção --- 94.Arte e Novas Musealidades, http://cumpriraterra.blogspot.pt/

ANTUNES, Manuel de Azevedo – “Pelos Caminhos da Museologia em Portugal“ Revista Iberoamericana de Turismo- RITUR, Penedo, Número Especial, p. 142-156, out. 2015, Também disponível em https://www.academia.edu/16918796/Pelos_Caminhos_da_Museologia_em_Portugal ; http://www.seer.ufal.br/index.php/ritur

GOMES, Maria de Fátima Figueiredo Faria - O Museu Como Vetor da Inclusão Cultural,  http://www.museologia-portugal.net/files/upload/mestrados/maria_fatima_farias.pdf 

QUEROL, Lorena Sancho – “Para Uma Gramática Museológica do (re)Conhecimento: Ideias e Conceitos em Torno do Inventário Participado” Sociologia, Revista da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, Vol. XXV, 2013, pág. 165-188, 2013; também disponível em http://ler.letras.up.pt/uploads/ficheiros/11484.pdf

terça-feira, 13 de setembro de 2016

94. ARTE E NOVAS MUSEOGRAFIAS

       Referências:

Novas musealidades para velhas/novas cidades;

Abdalmajid Askari entre fratrimónios e patrimónios de inclusão;

Um caso d`arte virtual e de rua;
       Palavras-chave:
Renovação
Inclusão
Cidadania
Participação

&

       Abdalmajid Askari assina e executa uma arte de renovação e intervenção. Trata-se, em meu entender, de um património ou, pelo menos, de um fratrimónio, a ser recuperado e fruído, ao mesmo tempo que expressa valores.

       A arte partilhada pelo jovem Abdalmajid poderia ter outros suportes para chegar aos destinatários, tais como: a imprensa, a televisão, a presença no marketing, relações públicas e desportos, e até a transmissão negativa da informação através da violência.

       Mas é precisamente esse caminho/essa violência que o Iemenita descarta e critica na sua arte.

       Ele destaca outros valores através do pensamento positivo. Liberta-se pelo acto criativo, simbólico e de respeito para com o seu povo, a sua cultura e também para com a cultura, dita de tipo ocidental, que retrata na arte de rua, também designada arte urbana.

       Vemos que pela arte, Abdalmajid, não só comunica mas sublima um estado de espírito, que não é apenas o seu: é um estado de espírito positivo e coletivo.

       Este jovem, com 19 anos incompletos, apresenta e representa com imagens, os seus talentos. A arte urbana de Abdalmajid é uma forma de expressão, decoração e comunicação.

       É permitida e até incentivada pelos poderes autárquicos porque, para além de alindar o espaço público, permite a promoção e a inclusão social.

Encontrei Abdalmajid num mural do facebook que me remeteu para o seu blogue: Tive curiosidade e verifiquei que o seu nome é árabe. Parece-me um livre pensador, no sentido de refletir e agir pela sua cabeça e a sua intuição.

       Um humanista de pensamento e ação. Veja-se a figura com traços e pontos, constituídos pela apresentação de muitas pessoas que dão origem a um só rosto.



(001-auto retrato de Addalmajid ou um retrato da Humanidade?)

 
 


(002; 003- primeira letra do alfabeto)

       A primeira letra capital “A” do alfabeto latino, sugere-me uma aliança do geometrismo e do vegetalismo na decoração e no respeito pelo mundo que se expressa por este abecedário.

       E para destacar, Abdalmajid não se fica pela letra Capital a preto e branco. Ele reforça o mesmo simbolismo através da letra minúscula, o “a”.

       Mais uma vez a primeira letra do alfabeto, agora, cheia de cor e arte.

Abdalmajid quererá demonstrar que o tipo de cultura ocidental é uma dádiva para o mundo e não uma obra iníqua de “cruzados” (a) que pretendem o controle e o apagamento de outras formas de cultura e de outras fés.

       (a) “Cruzados” entre aspas, porque não existem na contemporaneidade; só na mente de alguns.


Em minha interpretação Abdalmajid apresenta:

-O novo Criador em atitude do indicador de erros à Humanidade.



(004- O novo Criador …)

-Os palhaços felizes no corpo de crianças, que não se levam a sério e que usam de liberdade;



(005- palhaços crianças)

(006-traje etno árabe)


-Uma pintura mural como num museu ao ar livre, onde o artista deixa a sua crítica à arte da guerra.



(007-critica à arte da guerra)

Na imagem seguinte vemos a pomba da paz que deixa cair as munições. Junto ao ramo de oliveira surge o nome do país de Abdalmajid.



(008-tal como Picasso, símbolo da paz)

Abdalmajid admirador de Picasso artista da Paz.


(009-Picasso, artista da paz)

E apresenta de novo uma criança inocente que brinca, situando-se no meio de um mar de destroços de guerra, à qual foi acrescentado um comentário elucidativo


(010-criança inocente, entre destroços de guerra)

Junto apresento uma selecção de alguns alguns comentários de admiradores da arte de Abdalmajid:

No face de Marili Vallina:

«Abdalmajid: adoro tu arte y tu capacidad para reflejar en tu pintura lo que están haciéndole a tu querido país. Sigo las noticias de Yemen todos los días y espero que la agresión termine. Saludos.»

Em relação à pintura seguinte, encontrei o comentário de Silvia Ortyz que me parece interessante:

«Ests pintura expresa tantas catrastofes que tiene el mundo atraves de las guerras muerte desolacion tristeza y sobre todo la extirpacion de la umanidad , muy bonito mensaje te felicito por tu talento eres un pintor con mucha creacion y sabes expresar los sentimientos en ellas»

(011-mutilações de guerra)

 «Ests pintura expressa tantas catrastofes que tem o mundo através das guerras morte desolacion tristeza e, sobretudo, a extirpação da umanidad, muito linda mensagem te felicito pelo teu talento és um pintor com muita criação e sabe expressar os sentimentos nelas.»

«Il terrorismo sta uccidendo l'altro dove la pace e dove l'Islam e la vita degli arabi sono tutti spargimento di sangue umano e bambini e donne innocenti ....اﻷرهاب هو قتل بعضنا البعض اين السلام واين الاسلام وحياه العرب كلها سفك للدماء البشريه والاطفال والنساء اﻷبرياء ....

[tradução do face:] «O terrorismo está matando o outro onde a paz e onde o islão e a vida dos árabes são todos derramamento de sangue humano e crianças e mulheres inocentes.... De terrorismo é matar um ao outro. Onde a paz e onde o Islã árabes, e uma vida inteira de sangue da humanidade e as crianças e as mulheres de inocentes....»

 -Noutra fonte, encontrei um comentário de Maria do Céu Sousa:

«Eu dou-lhe o título de: «A Mulher Sempre Suportou o Peso do Mundo»

(012-mulher que suporta o peso do Mundo)

       Estes são apenas uma selecção de exemplos da arte de cidadania de Abdalmajid.

Em conclusão:
 Com este tipo de exposições, mormente de arte urbana e regulada, alcançam-se objectivos que visam a consciencialização para uma mudança social e democrática;

       Permitem, muitas vezes, camuflar uma ruina, um mamarracho, uma peça degradada;
       Embelezam e chamam a atenção para a acção cultural.
        Ainda em relação a Abdalmajid, vemos que executa, assina e adopta uma arte que contribui para a informação e a educação. Expressa valores de liberdade, cidadania e procura a paz entre as religiões e as nações.

Fontes em linha, acedidas em 13.9.2016:

-ASKARI, , Abdalmajid, et al. Arte urbana, de cidadania e intervenção –

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=264834693680881&set=ecnf.100004630563038&type=3&theater ; https://www.facebook.com/photo.php?fbid=155211614643190&set=ecnf.100004630563038&type=3&theater ; -https://www.facebook.com/photo.php?fbid=231414103689607&set=ecnf.100004630563038&type=3&theater ;  https://www.facebook.com/photo.php?fbid=236141886550162&set=ecnf.100004630563038&type=3&theater ;  https://www.facebook.com/photo.php?fbid=663278383836508&set=ecnf.100004630563038&type=3&theaterv ;  https://www.facebook.com/photo.php?fbid=633223330175347&set=ecnf.100004630563038&type=3&theater ;  https://www.facebook.com/photo.php?fbid=562849127212768&set=ecnf.100004630563038&type=3&theater ; https://www.facebook.com/photo.php?fbid=562847807212900&set=ecnf.100004630563038&type=3&theater ; https://pt.pinterest.com/pin/453878468674434107/ )


-BITTENCOURT, José Neves ; COELHO, Priscilla Arigoni -

Musealidade: um Conceito para o Estudo de Cidade. Universidade Federal de Ouro Preto in XI Encontro Nacional de Pesquisa em Ciência da Informação Inovação e Inclusão Social: Questões Contemporâneas da Informação, Rio de Janeiro, 25 a 28 de outubro de 2010. Disponível em http://enancib.ibict.br/index.php/enancib/xienancib/paper/viewFile/3621/2745


-WIKIPEDIA et al. Arte Urbana - https://pt.wikipedia.org/wiki/Arte_urbana ; --- Iemen o país de Addalmajid  - https://pt.wikipedia.org/wiki/I%C3%A9men

terça-feira, 30 de agosto de 2016

91. PORTUGAL SOCIAL MUSEAL


       A USMMA – Universidade Sénior de Massamá e Monte Abraão com instalação na Casa Animada, junto ao Jardim Salgueiro Maia, Massamá, vai ter uma disciplina que porá em prática: conceitos / valores de cidadania e participação, majorando / cumprindo, assim, a interdisciplinaridade que trabalha à volta deste leque de conhecimentos, em espírito cooperativo dos valores da Pólis.

        A disciplina terá o nome abreviado:

 «Portugal Museal»

 e a designação mais completa:

 «Portugal Social Museal»

        Foram pensados ainda outros possíveis e alternativos títulos, tais como:

 3-«Portugal Social e Museal do Local ao Multiversal

 4-Portugal Social Museal Novo e Tradicional

 5-Museologia: Tradicional Nova e Social

 6-Do Museion ao Museu Integral

 7-Museologia Social em Acção

 8-Museologia Social e Comunitária

 9-Museologia Social Participativa

 10-Museologia da Cidadania e da Participação

 11-Das Memórias Preservadas às Memórias Acesas*

 12-Dos Patrimónios aos Fratrimónios*».

       
         E destina-se concretamente à divulgação do conhecimento acerca dos museus tradicionais e novos. Conhecer os museus por fora, como visitantes, e por dentro: nas reservas, organização e funcionamento.

       Pontualmente divulgar-se-á conhecimento e práticas de organizações afins aos museus, tais como: Arquivos, Bibliotecas, Centros e Serviços de Documentação e Informação. Começar-se-á nas raízes da Grécia Antiga e Clássica para, brevemente, passarmos aos casos e Organizações em Portugal. Porém, o destaque será sempre dado às proximidades – Lisboa, Sintra, Massamá-Monte Abraão e envolvimento.
       Tags: Cidadania, Ciências Documentais, Museologia Social, Nova Museologia, Participação.


       Do Território Populacional e Biblio-Museal MassAbraense, em 30.8.2016


       AA – Alfredo Anciães

       Com um Abraço de Fratrimónio.


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Nota: Cf. Conceitos a itálico* com Mário de Sousa Chagas, actual Presidente do MINOM – Movimento Internacional para uma Nova Museologia in facebook, p. exemplo.

terça-feira, 2 de agosto de 2016

88.MUSEOLOGIA EM ACÇÃO (Tradicional Nova e Social)

Com esta capicua interrogo(me). Os Museus e a Museologia são para Gente Velha?
Museologia é uma receita para o conhecimento e a prática da cidadania.
“Jovem, os Teus Pensamentos

São o Teu Jardim

Se pudesse dar-te um conselho,

Jovem [de qualquer idade]que me lês,

Esse seria o estímulo,

A proveitosa lição

De muita experiência

Que procuraria transmitir-te.” […]

(«Viagens no Meu Jardim» / Augusto de Castro)

 Museus clássicos e territórios ecomusealizados:

O que entendo como Museologia Social  (*) em Acção?
É uma teoria, uma ferramenta e uma prática. Convive com os valores da cidadania e da participação das populações. É ciência porque de ciências múltiplas se serve; também de artes e letras. Museologia Social em Acção é como um plasma, composto de conhecimentos vários. Destina-se aos mais e aos menos jovens. Não tem limites em termos de idades.

A mente precisa de ocupação;

Como o corpo necessita de acção.
A Museologia tem-se revelado como uma das formas de inclusão social, de interpretação e também de gestão dos acervos de interesse comum: quer sejam materiais ou imateriais;
Os museus tradicionais com suas administrações, não foram, e não são, instituições inteiramente inócuas. Serviram, e servem, objectivos dos seus criadores, instituidores e financiadores. A Museologia Social em Acção, de cidadania e participação desenvolve vontades e conhecimentos. Pode ajudar os museus, quer os tradicionais instalados entre paredes, quer os de território (ecomuseus, museus de sítio, de aldeia, de município) a prosseguir fins sociais e comunitários.
No século XX assistimos à expansão do número de museus, ecomuseus, bibliotecas, arquivos, centros de interpretação, de documentação e informação; parques, jardins e demais equipamentos públicos, mormente de carácter local.
A Museologia Social em Acção funciona como um chapéu agregador: de vontades, meios e equipamentos. Os conhecimentos desta disciplina habilitarão para práticas sociais participadas, desenvolvendo capacidades de gestão, relação, saberes e saberes-fazeres. Incentiva desafios e vontades para os vencer. 
……………………………….

(*) Título aqui recriado a partir dos pensamentos de «Museologia Social» surgidos após as últimas décadas do século XX, onde destaco: Alfredo Tinoco, André Desvallées, António Nabais, César Lopes,  Fernando Moreira, François Mairesse, Georges Henri Rivière, Henrique Gouveia, Graça Filipe, Hugues de Varine, Manuel Antunes, Maria Célia Santos, Mário Chagas, Mário Moutinho, et al.

Outras fontes:

-ANCIÃES, Alfredo Ramos – Fundação das Comunicações/Museu: Subsídios para uma Abordagem Sistémica e Definição de Projectos. Lisboa: ISMAG – Instituto Superior de Matemáticas e Gestão / U. Lusófona, 1993; 88pp ; ------- Subsídios para uma Prática Museológica: Da Incorporação à Exposição. Lisboa: ISMAG - Instituto Superior de Matemáticas e Gestão / U. Lusófona, 1993; 132 pp. 

-ANTUNES, Manuel de Azevedo – “Pelos Caminhos da Museologia em Portugal“. Revista Iberoamericana de Turismo- RITUR, Penedo, Número Especial, p. 142-156, out. 2015.

Em linha –

-ANCIÃES, Alfredo Ramos – Museus Arquivos Bibliotecas: Produtores Gestores de Informação e Documentação http://cumpriraterra.blogspot.pt/2016/06/77-museus-arquivos-bibliotecas.html   ------- Para uma museografia com objectos descartáveis. Cadernos de Sociomuseologia nº 08 (1996): Actas V Encontro Nacional Museologia e Autarquias CM Lisboa http://recil.grupolusofona.pt/handle/10437/1789

-DESVALLÉES, André; MAIRESSE, François; Graça Filipe / ICOM et al - Conceitos-chave de Museologia  http://icom.museum/fileadmin/user_upload/pdf/Key_Concepts_of_Museology/Conceitos-ChavedeMuseologia_pt.pdf

-INFOGLOBO Comunicação e Participações S.A - Celebridades gravam áudio-guias para museus e pontos turísticos http://oglobo.globo.com/boa-viagem/celebridades-gravam-audio-guias-para-museus-pontos-turisticos-15202563

-SANTOS, Cláudio  Museologia Social: a Formação de um Conceito http://ensaiosmuseologicos.blogspot.pt/2011/08/museologia-social-formacao-de-um.html
-UNESCO, et al – Sobre o papel dos Museus […] Mesa Redonda de Santiago do Chile. Santiago do Chile, 1972 https://www.google.pt/?gws_rd=ssl#q=mesa+redonda+de+santiago+do+chile+1972